olás!!!
depois de muito, mas muito, tempo, resolvi dar as caras aqui no blog. quase que me desfiz dele; afinal, já faz tempo que não tem nada novo aqui e não queria desperdiçar o tempo de leitores ocupados com notícias antigas... mas nada disso importa.
o importante é que, depois de alguns dias, resolvi voltar. voltar para explicar o porquê desse sumiço - sem referências ao belquior - e tentar retornar definitivamente.
quem acompanha o blog sabe como minha história com a gastronomia começou, como eu fui parar dentro do melhor curso superior da área, mas não sabe a razão desse meu aparente, melhor, evidente desânimo.
eu queria melhorar de vida, crescer rápido, fazer finalmente uma coisa que gosto e receber por aquilo... a gastronomia era quase isso - crescer rápido só ganhando na loteria, né? - e eu estava feliz com a descoberta. fiz amizades, convivi com chefs muito bacanas, aprendi um monte de coisas, inclusive a ver com outros olhos a função de cozinheiro. na minha imaginação fértil era MUITO diferente ser chef e ser cozinheiro...
pois bem. foi quando eu comecei a executar em casa o que aprendia na escola que as coisas começaram a mudar. e foram mudanças muito profundas.
meus pais são hipertensos. meu pai às vezes tem problemas com colesterol. sabendo que sal é um realçador de sabor, muita coisa caiu por terra. para muitos isso pode ser simples, porém pra mim... o é que eu ia fazer? dieta hipossódica é tão triste... é como comer uma melancia seca. ainda mais sabendo o desespero que sinto só em ouvir dizer a palavra "dieta" - lembra-se das minhas restrições com relação às nutricionistas? - e em me ver envolvida, de repente, nesse universo estranho. NÃO quero conhecer mais o universo hospitalar do que já conheço. NÃO tenho ambições de trabalhar em hospitais, spas e coisas do gênero - já tive, mas nada disso importa -.
penso muito na condição dos meus pais. quero que eles vivam e se alimentem bem...
¨suspiro¨
não sei explicar. é tudo muito louco e confuso na minha cabeça, pois se eu não posso colocar o que aprendi com todo a soberania para a minha própria família, vou fazer isso pra quem? pra um bando de estranhos que não fazem sentido algum em minha vida, apenas pra dizer que estou no exercício das atividades da escola de gastronomia?
sendo canceriana - com ascendente em câncer!!! - como sou, família representa muita coisa. e se não tem pra ela, não há razão de fazê-lo para outros...
contudo, não pense você que desisti do universo gastronômico!!! dei um tempo, respirei, conheci muitos outros universos e decidi voltar para fazer parte das pessoas que gostam de comer, beber e viver. tendo o único compromisso do registro do que é bom e belo nesse planetinha do pequeno príncipe.
conto com a ajuda de todos para compartilharem comigo suas experiências de bem comer e beber!
obrigada pelo desabafo. sei que é tudo meio louco, os argumentos ainda estão falhos. quando as idéias estiverem mais lúcidas e claras pra mim, conto tudo!
beijo e até a próxima!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
a INCRÍVEL experiência do bolo suflê
Tem coisas no universo gastronômico que "prefiro não comentar"...Olá, pessoas!
Cá estou eu novamente - e finalmente! - contando as minhas mais novas e loucas experiências gastronômicas...
Pois bem. Estava eu, linda, bela e faceira - adoro! - passando pelo Shopping Santa Cruz, piso passarela - muito próprio e digno de mim. kkkkkkkk - quando resolvi parar num quiosque cheio de guloseimas lindas. Estava toda empolgada e com um troco no bolso. Foi quando vi um negócio de chocolate. "Que que é isso, moça? É torta mosse?" E ela: "Torta suflê" Huuuuummm! Me deu aquele desejo súbito. Então pensei "Por que comprá-la? Por que não comprá-la? Por que comprá-la? Por que não comprá-la?" Comprei-a-a. Para viagem, né? Comprei também um folheado que, para mim, será sempre uma bela fogazza (Se é que me entendem...). E continuei linda, bela e faceira pelo piso passarela até o ponto do meu ônibus rumo a Tão, tão distante.
Sentei no banco do ônibus azul e já fui desesperadamente abrindo a sacola que continha aquele meu objeto de desejo tão desejado.
Desapontamento #1: a moça não colocou na sacola nem uma colherinha sequer! E eu ia comer com o quê? Com a mão?
Pois foi o que fiz. Enfiei o mãozão dentro da embalagem de isopor. Na hora que puxei o primeiro pedaço...
Desapontamento #2: aquilo era um suflê ou um chicrete? ChicRete sim! Aquilo não merece ser chamado de chiclete. O que era aquilo, gentchy? Que decepção!!!

Eu devia ter tirado mais fotos. Não era só o chicrete de cima que era ruim. A base era feita por um pão de ló tão seco e estranho que a tristeza foi aumentando. E eu paguei R$ 6,00 nessa brincadeira! Pô, R$ 6,00 é o preço de uma boa - boa mesmo - barra de chocolate!
Aff. Às vezes temos que nos jogar nessas paradas pra alertar nossos amigos leitores, não é?
Tudo em nome da Gastronomia!
P.s.: Só preciso ver direitinho o nome da cafeteria pra vocês não caírem no conto do vigário...
quinta-feira, 26 de março de 2009
gente!!!!!!!!!!!!

credo, quase dois meses se passaram e eu nem pra colocar um post justificativo sequer!!!!!!!!
desculpe, gente! mas é que ando tããããão cansada...
e olha que estou vivendo algumas experiências tão legais de serem contadas!!!
prometo que quanto tiver um pouco mais de tempo venho postar uma coisa decente. postar por postar não dá, né?
beijo!!!!!!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
falecimento de Angelo Salton Neto
gentem,recebi por e-mail o seguinte comunicado que julgo ser relevante para a enologia brasileira...
Como já deve ser do conhecimento de todos, a ABS (e o mundo do vinho) perdeu grande amigo e parceiro com a morte, na última terça-feira, 10 de fevereiro, aos 56 anos, de Angelo Salton Neto, presidente da vinícola Salton. Seria impossível resumir, em curto espaço, a enorme contribuição de Angelo Salton para a difusão da cultura do vinho no Brasil, em especial seu empenho em assegurar ao vinho brasileiro (e não apenas ao produzido na vinícola de sua família) posição de merecido destaque no mercado nacional e internacional. Nesse sentido, merece registro sua determinação em fazer da Salton um paradigma do vinho brasileiro de qualidade, num trabalho reconhecido tanto no Brasil como no exterior. A nova e moderníssima unidade produtora da empresa no distrito de Tuiuti, em Bento Gonçalves, talvez seja o melhor testemunho de sua dedicação a esta causa e de sua visão empreendedora, além de ser motivo de orgulho para todos os membros da família Salton e para todos os amantes do vinho que a visitam diariamente.
Porém, mais do que a imagem do líder dinâmico e carismático, ficará, para todos que o conheceram pessoalmente, a lembrança do homem alegre, otimista e bem humorado, dedicado à família e sempre pronto a colaborar com os amigos, como os muitos que deixa na ABS-SP.
A missa de sétimo dia será realizada dia 16 de fevereiro as 20h na Igreja São Luiz Gonzaga, Av. Paulista, 2378.
A missa de sétimo dia será realizada dia 16 de fevereiro as 20h na Igreja São Luiz Gonzaga, Av. Paulista, 2378.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
participação brasileira no bocuse d'or 2009
chupinhado do site seu restaurante:Considerado a “Copa do Mundo” da alta gastronomia, o concurso Bocuse d´Or, que acontece hoje e amanhã em Lyon, na França, conta mais uma vez com a presença de um brasileiro: o chef Mauro de Freitas Barros, do Hotel Intercontinental do Rio de Janeiro. Mauro foi classificado para a competição quando voltou do México, onde participou do Concurso Azteca e enfrentou 11 concorrentes da América Latina. Ele ficou em terceiro lugar, garantindo uma das três concorridas vagas para o mundial. Em Lyon, Mauro está competindo com 23 chefs de outros países.
A competição
O concurso acontece em duas baterias, com 12 participantes, uma a cada dia. Cada equipe tem 4 horas e 30 minutos para preparar receitas a base dos ingredientes-tema do concurso que variam a cada edição. O júri avalia quesitos como higiene, técnica, paladar e pontualidade e o resultado será anunciado ao fim do dia de amanhã, quando a última equipe apresenta suas receitas. Esse ano, os ingredientes-tema são, para o prato de peixe, o bacalhau fresco, as coquilles Saint-Jacques royales e os camarões selvagens da Noruega; e, para o prato de carne, o Aberdeen Angus Beef, gado de origem escocesa. Mauro, que vem treinando com a sua equipe desde o meio do ano o preparo de pratos com esses ingredientes, irá apresentar na competição o bacalhau com crosta de azeite e quindim de espinafre e o Filé Mignon à Moda D. Pedro, envolto em crosta de champignon e ervas, batata recheada com bochecha de boi e bacon, e costela com crosta de castanha de caju.
Equipe verde-e-amarela

Essa é a oitava participação do Brasil no concurso. Além de Mauro Freitas, também participarão a ajudante Manoela Leão (estudante de Gastronomia da Universidade Anhembi-Morumbi, minha facu!) , o chef francês David Joubert, capitão do time brasileiro, e o chef Marcelo Pinheiro, do InterContinental São Paulo, que representou o Brasil na última edição do Bocuse D’or, em 2007, e esse ano vai como jurado(LUXO TOTAL!).
Sobre o chef
O cearense Mauro Freitas tem 32 anos e mora no Rio de Janeiro há 13 anos. Ao chegar à cidade, começou a trabalhar no Intercontinental Rio como ajudante de cozinha. Já fez treinamentos nos hotéis da rede na Argentina e em São Paulo. Atualmente é subchef do hotel e responsável pela elaboração dos menus gastronômicos que o restaurante Alfredo di Roma oferece mensalmente. Durante os Jogos Pan-Americanos e Para-Panamericanos em 2007, realizados no Rio, Mauro foi chef da Vila Olímpica.
Sobre o Bocuse D’Or
Criado em 1987 por Paul Bocuse – eleito o Cuisinier du Siécle (cozinheiro do século) pelo guia Gault et Millau em 1989 – o Bocuse d´Or é organizado a cada dois anos na França. O concurso apresenta diversas culturas gastronômicas e serve de vitrine para novos talentos.
Bocuse d'Or
queridos,
pra quem pensa que gastronomia séria é coisa pra criança, olhe só as fotos do Bocuse d' Or 2009!

1. o ilustre paul bocuse - com esse vezinho gisele bundchen na mão - ladeado por daniel boulud e esse outro ilustre que não consegui o nome ainda...

2.1. ai, que nojo! olha a aliança gritando na mão desse chef! gente, cadê a vigilância sanitária??? kkkkk
2.2.ele ralando e a mulherada tudo atrás olhando... olha a cara delas. alguma sugestão de pensamento?

3.que bonitinho! adoro ver homem trabalhando... ainda mais na cozinha...

4. ai, que fome!
5. ai, que fome!
6. adoro essas coisas modernosas, mas prego na comida é meio tosco, não?
pra quem pensa que gastronomia séria é coisa pra criança, olhe só as fotos do Bocuse d' Or 2009!

1. o ilustre paul bocuse - com esse vezinho gisele bundchen na mão - ladeado por daniel boulud e esse outro ilustre que não consegui o nome ainda...

2.1. ai, que nojo! olha a aliança gritando na mão desse chef! gente, cadê a vigilância sanitária??? kkkkk
2.2.ele ralando e a mulherada tudo atrás olhando... olha a cara delas. alguma sugestão de pensamento?

3.que bonitinho! adoro ver homem trabalhando... ainda mais na cozinha...

4. ai, que fome!
5. ai, que fome!
6. adoro essas coisas modernosas, mas prego na comida é meio tosco, não?kkkkkkkkkkk! brincadeirinha!
7. refeição made im brazil 1: carne.
8. made in brazil 2. bonitinho e nada ordinário.
9. mais uma carninha made in brazil.
10. peixinho tupiniquim.
7. refeição made im brazil 1: carne.
8. made in brazil 2. bonitinho e nada ordinário.
9. mais uma carninha made in brazil.
10. peixinho tupiniquim.panguando geral
PANGUAR: expressão que significa alienar, estar alheio à realidade.
olá, amigos e amigas!
essas minhas férias estão me matando...
estou num estado de alienação que até eu não acredito! esses dias, vendo o jornal nacional, me assustei com as mudanças rápidas e necessárias de barak obama nos EUA, a crise atacando o brasil tardia e profundamente... meu deus.
comprei o jornal. está lá no quarto da casa de minhas amigas, tocado apenas na parte de horóscopo...
a gastronomia? boa pergunta! sei alguma coisa que li no site do slow food brasil. só. não sei o que acontece nem em são paulo, imagine no mundo!!!!
inclusive, vivo hoje de mc donalds, habibs... vou pouco à casa de minha mãe... das minhas tias, então, nem se fala!
faz tempo que não como uma daquelas comidinhas que fazem a gente acreditar que a vida ainda vale a pena, sabe? que me conhece sabe que comer é tudo pra mim. agora dá pra saber como estou mal...
QUE VERGONHA!
olá, amigos e amigas!
essas minhas férias estão me matando...
estou num estado de alienação que até eu não acredito! esses dias, vendo o jornal nacional, me assustei com as mudanças rápidas e necessárias de barak obama nos EUA, a crise atacando o brasil tardia e profundamente... meu deus.
comprei o jornal. está lá no quarto da casa de minhas amigas, tocado apenas na parte de horóscopo...
a gastronomia? boa pergunta! sei alguma coisa que li no site do slow food brasil. só. não sei o que acontece nem em são paulo, imagine no mundo!!!!
inclusive, vivo hoje de mc donalds, habibs... vou pouco à casa de minha mãe... das minhas tias, então, nem se fala!
faz tempo que não como uma daquelas comidinhas que fazem a gente acreditar que a vida ainda vale a pena, sabe? que me conhece sabe que comer é tudo pra mim. agora dá pra saber como estou mal...
QUE VERGONHA!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
vamos beber?

a gente fala tanto em comer, comer, comer... mas comer e ficar com o bico seco definitivamente não dá! ainda mais nesse verão tropical do brasil - ops, meus amigos da europa e ásia, não se preocupem. com esse aquecimento todo, o verão permanente chegará até vocês!!! - ficar sem beber nada é quase um crime contra si próprio! portanto, duas receitinhas legais, rápidas e saborosas pra beber só, com os amigos...
Drink divorce
Pra beber ouvindo Information Society, "Think"
Ingredientes
1 copo (100ml) suco de abacaxi
1 copo (100ml) de menta
1 lata de leite condensado
1 copo de (100ml) de cachaça
1 copo (100ml) suco de abacaxi
1 copo (100ml) de menta
1 lata de leite condensado
1 copo de (100ml) de cachaça
Modo de Preparo
Bata tudo no liquidificador, e se preferir acrescente gelo picado
Bata tudo no liquidificador, e se preferir acrescente gelo picado
Cassino Royale
Nada melhor que Chris Cornell, “You know my name” , trilha sonora de “007 Casino Royale”, para acompanhar, né?
Ingredientes:
- 50 ml de vodka
- 30 ml de Gin
- 10 ml de Lillet
Modo de Preparo:Agitar com gelo e adicionar um zest de limão. Decorar com duas fatias finas de laranja
dor de cotovelo

bendito seja todas as pessoas que já sofreram desse mal!
como as coisas andam meio ruins pra mim no quesito relacionamento - ultimamente tá ruim de acreditar nos homens... - abençoo meus amigos com um clássico da dor de cotovelo:
BRIGADEIRO DE PANELA
Pra comer ao som de Rihanna, "Take a Bow"
Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 lata de leite condensado
4 colheres de chocolate em pó
Modo de Preparo
Coloque os ingredientes em uma panela ao fogo, mexa até começar a grudar
Espere esfriar e pronto
Coloque os ingredientes em uma panela ao fogo, mexa até começar a grudar
Espere esfriar e pronto
2009!
olá, amigos e amigas!!!2009 chegou prometendo ser um ano melhor que o anterior! também pudera; sinto que joguei meu ano passado pela janela do trem que passa pela minha cidade rumo a santos... foi como se não tivesse feito nada dele, simplesmente vivi de sonhos, esperanças...
mas, como diz uma música muito bonitinha, de túlio dek: "pra existir história tem que existir verdade", né? então. tô correndo atrás da minha verdade...
pensei em muita coisa, conheci muita gente... inclusive, vivo agora uma das melhores experiências da minha vida. convivo diariamente com pessoas marginalizadas por causa de sua - nem tão - opção profissional e isso está me ajudando a ver com outros olhos um monte de coisas, a reavaliar novamente meus conceitos éticos e morais. afinal, nem tudo é o que parece... ou não?
e, para começar o ano postítico - neologismo pode!!! - sem ressaca alguma, um chazinho. vamos lá?
Receita da Bruxa Chá de Hortelã e Casca de Maçã
Para tomar ouvindo Túlio Dek, "Tudo Passa"
Ingredientes
- Folha de hortelã
- Casca de maçã
- Mel a gosto
- Casca de maçã
- Mel a gosto
Modo de Preparo
Leve para ferver as folhas de hortelã e as cascas de maçã durante
5 minutos. Desligue o fogo e adoce com mel.
5 minutos. Desligue o fogo e adoce com mel.
Ritual:
Quando entrar em casa tome um banho, faça o chá e tome-o
lentamente. Mentalize que está jogando todos os momentos ruins do
seu dia numa lata de lixo. Quando acabar o chá escreva todos
esses momentos e jogue tudo no lixo, reserve só para isso. No
final da semana ou na lua minguante jogue tudo fora.
busca no menu
coisas pra beber,
confidências
sábado, 6 de dezembro de 2008
harmonizar comida e música?
o título do meu blog é gastronomia, música e confidências, certo?
mas, pra quem acompanha há algum tempo, já deu pra preceber que música aqui é artigo raro! às vezes posto alguma letrinha da qual gosto. mas só.
o que a música tem a ver comigo?
na verdade, bem na verdade, vivo de música. acordo e durmo com rádio ligado. tudo o que tem na minha vida é musicado. quer um exemplo?
esses dias estava observando. quando estou indo pra facu, uma música que não pode faltar é "You Only Live Once"(The Strokes). quando estou lavando a louça do café da tarde, é a vez de "Back For Good"(Take That). - coitado do meu pai, já não aguenta mais aquela parte do "So complete in our love.We will never be uncovered agaaaaaaaaaaaaain." kkkkkkkk -. quando estou atrasada é a vez de "That's What You Get"(Paramore). nos dias de fossa... prefiro não comentar.
as pessoas têm sua música. krewsa, mais que citada no blog, tem como trilha "Enjoy The Silence"(Depeche Mode). para meu paquerinha da facu, "Follow you down"(Gin Blossoms).gabriela, minha ilustríssima sobrinha, "Boa Sorte"(Vanessa da Mata). bebela tem várias. uma quando dançamos, outra quando brincamos, outra quando dormimos...
e, se minha vida é assim, toda musicada, porque minha cozinha também não pode ser? agora, além das receitas, vou mandar também a música que acho que combina com cada produção, igual a gente faz com vinho, sabe?
e, se minha vida é assim, toda musicada, porque minha cozinha também não pode ser? agora, além das receitas, vou mandar também a música que acho que combina com cada produção, igual a gente faz com vinho, sabe?
que tal?
vamos começar com um clássico da confeitaria, que eu acho que combina bem com o natal também:
vamos começar com um clássico da confeitaria, que eu acho que combina bem com o natal também:
"TROIS FRÈRES (THREE BROTHERS)"
ainda não achei a fotinho pra pôr aqui!!!!
pra comer ao som de "FOREVER" (Chris Brown) - só não tente comer dançando!
Ingredientes
100 gr Chocolate gianduia
35 g Açúcar
10 ml Água
70 grAvelãs sem casca
5 gr Manteiga
200 gr Chocolate Meio amargo para banhar
Modo de Preparo:
1. Levar ao fogo a água e o açúcar, quando começar a caramelizar acrescentar as avelãs e misturar até o açúcar cristalizar.
2. Voltar ao fogo, mexendo sempre, até que o açúcar se derreta e caramelize as avelãs.
3. Acrescentar a manteiga, misturar rapidamente, despejar sobre uma superfície de mármore e rapidamente ir separando as avelãs com um garfo, uma a uma, soltas.
4. Resfriar.
5. Derreter o chocolate gianduia e trabalhar com espátula sobre o mármore frio, até ficar bem pastoso.
6. Transferir para um saco de confeitar com o bico liso e moldar pequenos discos sobre o papel manteiga.
7. Dispor 3 avelãs sobre cada disco. Gelar.
8. Banhar em chocolate meio amargo temperado.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
sobre nós dois
faz teeeeeeeeempo que não posto nada, né?
estou aproveitando mais a rua, o dia, a facu, meus momentos com a bebela...
não me abandonem! ainda vou postar sobre ceia de natal, minha paixão recente pelos vinhos, minhas paixões...
mas, pra não deixar de postar - até em respeito às pessoas que me acompanham - convido vocês a curtirem comigo a letrinha de uma música que gosto muito:
Seu olhar me acompanha
Do outro lado da rua
Um sorriso, discreto
E hoje a noite é minha
Seu andar folgado me chama
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo
Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo
Ela vibra como criança
Vestida, pra mim está nua
Dormindo é quase uma santa
Nasceu sorrindo pra lua
Seu andar folgado me chama...
Da morte ela morre de medo
E já disse que me ama
Mas tem que ser em segredo
Sobre nós dois
Ninguém vai saber de tudo
Parece uma partida
Contra o resto do mundo
Eu até sonhei com isso...
As coisas mais loucas com ela eu arrisco
Com ela eu arrisco
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
ando devagar...
"(...)porque já tive pressa e carrego esse sorriso porque já chorei demais..."
já estou há tempos sem postar... achei que ia chegar aqui, em frente à tela, e iria me inspirar! achei...
Ps: esse anjinho parece minha filha, bebela. os olhos, cabelos... só que minha filha é um pouco mais morena...
(almir sater)
já estou há tempos sem postar... achei que ia chegar aqui, em frente à tela, e iria me inspirar! achei...
está chovendo lá fora... comecei a pensar num alguém que estava perdido e ressurgiu... na facu... e, novamente, a falta de coragem...
sabe, ando tão, mas tão frouxa...
minha cabeça está em meio a terremotos, tsunamis, chuvas torrenciais, erupções de vulcões...
queria tanto contar-lhes com todos os detalhes sobre minha primeira aula de cozinha italiana com o chef daniel... ele é muito engraçado! e meu risoto, pra variar, elogiadíssimo - me acho quando faço risoto! - e no ponto!
mas hoje...num tá rolando...
prometo publicar a receita em breve e mais posts sobre vinho. é um assunto legal e já percebi que o povo tem medo de falar sobre...
QUERIDOS, VINHO É ALMA, AMOR, POESIA. É TUDO O QUE VEM DO CORAÇÃO. não tem o que temer!!!
rezem por mim, tô precisando!

Ps: esse anjinho parece minha filha, bebela. os olhos, cabelos... só que minha filha é um pouco mais morena...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
desculpe minha ausência

Se você pensa que abandonei meu blog... Enganou-se!!!
Estou tão empolgada com o universo dos vinhos... Fiquei sabendo que meu professor, Daniel Pinto, disse que eu sou a "rainha dos aromas"! Meu, ele é, nada mais, nada menos, que presidente da SBAV(Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho), autor do "Manual Didático do Vinho: Iniciação à Enologia" - Ed. Anhembi Morumbi e MEU mestre!!!
Amanhã conto tudo!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Inauguração do Centro de Pesquisas em Gastronomia
Caríssimos,
Até hoje estou devendo aquele post sobre a inauguração do centro de pesquisas gastronômicas da facu no dia 24/09/2008, né?
OLHA ELE AQUI!!!
Preciso pedir as fotos pra Krewsa...
Tudo começou com o convite da chef Lúcia, que foi ratificado pelo querido chef Paulo. Krewsa e eu fomos numa ótima. Chegamos na cozinha e - acredite - fomos atrás do que fazer. Mas sabe como é, né? Evento importante, todo mundo querendo mostrar serviço... Um colega pediu para limparmos uns ramequins. Normal, alguém tinha que fazer isso... Mas, sabe quando você sente aquele ar de "como você não sabe muita coisa, faz isso aqui pra mim"? Então. Fomos e limpamos, ora! TODO GRANDE CHEF COMEÇOU LAVANDO PRATO!
Abafa.

Josimar Melo, um dos mais importantes críticos gastronômicos do país e eu. Olha a cara dele de estoutentandofazercaradesimpáticodepoisdemuitoprosecco"!
Até hoje estou devendo aquele post sobre a inauguração do centro de pesquisas gastronômicas da facu no dia 24/09/2008, né?
OLHA ELE AQUI!!!
Preciso pedir as fotos pra Krewsa...
Que dia, meu Deus, que dia...
Tudo começou com o convite da chef Lúcia, que foi ratificado pelo querido chef Paulo. Krewsa e eu fomos numa ótima. Chegamos na cozinha e - acredite - fomos atrás do que fazer. Mas sabe como é, né? Evento importante, todo mundo querendo mostrar serviço... Um colega pediu para limparmos uns ramequins. Normal, alguém tinha que fazer isso... Mas, sabe quando você sente aquele ar de "como você não sabe muita coisa, faz isso aqui pra mim"? Então. Fomos e limpamos, ora! TODO GRANDE CHEF COMEÇOU LAVANDO PRATO!
Abafa.
Depois que terminamos, ficamos avulsas um tempão.Aquela sensação de peso morto... Sempre caçava algo para fazer, andava atrás do chef Paulo, ia observar alguma produção. Foi quando o chef nos chamou - Kelly e eu - e nos deu a incumbência de organizar e entregar os petiscos aos garçons. Vitória! Algo para fazer! Senti uma fisgada de ciúme de algumas pessoas. No meio dos papéis do Paulo, próximos a mim, a lista de convidados confirmados. De repente, li: "LAURENT SUAUDEAU". Presença confirmada!!! Comecei a tremer, os olhos marejados. Confidenciei o fato a minha amiga; a mesma reação.
O evento começou bem. Tranquilo, regado a muito Prosecco Salton - caixinha, Lombardeeeee! - e bom humor. Os bambas da Gastronomia nacional começaram a chegar: Mara Salles, Jun Sakamoto, até o grande muso teen Alex Atola - atola mesmo - se fez presente. Mas não será sobre nenhum deles minha narrativa. Começaram as atividades do cerimonial e - lógico - nós saímos para curiar. Voltei logo para a cozinha. Afinal, estava lá a trabalho e essa foi uma coisa que não faltou.
"Ana, corre! O Laurent tá lá fora!", disse a esbaforida Krewsa. Corri. Na hora que bati os olhos naquele tiozinho de cabelos grisalhos, as lágrimas começaram a correr sem ordem prévia. Depois de um tempo e muito exercícios de respiração, calmaria. Encerradas as atividades, fomos atrás do nosso chef inspirador. pensou se ele fosse embora? Ele estava em frente à porta do CPG conversando com a profª Vera, que nos deu aula de Higiene, e não queríamos ser inconvenientes, porém a conversa parecia ser longa... Respirei fundo - umas 10 vezes -, chamei a Krewsa e fomos.
"Chef... com licença... Desculpe a inconveniência... Vou começar a chorar..." Um abraço. "Assina minha dolma?" Todo solícito, assinou. "Tira uma foto comigo?" Pose pra foto. "Mas non pode chorar, hã?" Sorrisos. Uma foto, outra, depois a Krewsa. Que lindo! Estávamos sendo observados por Rosa Moraes, essa sim, ima diva: inteligente, articulada, bonita, bem sucedida, simpática, elegantéééééééérrima... Fui até ela um tempo depois para pedir que também autografasse minha dolma. Recebi, antes, um abraço e, nas costas, ao lado do Laurent, uma mensagem: "KEEP UP!".
Saí do evento pisando em nuvens. Que se dane!
Como já cantou Ângelo Máximo (valeu, pai!):
"Ah! Ah! Ah! Que dia feliz!"
As fotos - ainda falta um monte!!!
Laurent. Dispensa apresentações!
Atrás de nós, o elegantéééééérrimo prof. Mário Oliveira e, ao seu lado, prof Maranhão, coordenador do CPG.
Fotos chupinhadas do blog da titia Josy Marmello.
busca no menu
coisas legais de saber,
confidências
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
curiosidades sobre vinho

1. Porque a garrafa deve ficar inclinada?
O Motivo pelo qual deve-se manter a garrafa na horizontal é o fato da vedação (rolha) ser de cortiça. A Cortiça é uma fibra vegetal, extraída da casca do sobreiro (planta de grande porte muito cultivada em Portugal e Espanha), sendo assim pode sofrer ressecamento (perda da umidade), formando poros no seu corpo. Quando estes poros são muito grandes ou melhor dizendo, são de toda a altura da rolha, é muito provável que entre ar na garrafa. Este ar, pela ação do oxigênio, irá acelerar o processo de oxidação do vinho, em determinados casos pode causar até o avinagramento do vinho (vinagre é a transformação do álcool em ácido acético pela ação de bactérias, que utilizam o oxigênio no processo). Concluindo, a garrafa deve ser mantida em posição que o vinho tenha contato com o rolha para que esta mantenha-se encharcada com o próprio vinho e assim expandida e no seu máximo de vedação. Lembrando que quando o vinho já estiver aberto, mesmo que a vedação seja perfeita, é preferível que a garrafa fique na vertical, para que se diminua o contato do vinho com a camada de ar no interior da garrafa. Qualquer dúvida, estamos disponível.
O Motivo pelo qual deve-se manter a garrafa na horizontal é o fato da vedação (rolha) ser de cortiça. A Cortiça é uma fibra vegetal, extraída da casca do sobreiro (planta de grande porte muito cultivada em Portugal e Espanha), sendo assim pode sofrer ressecamento (perda da umidade), formando poros no seu corpo. Quando estes poros são muito grandes ou melhor dizendo, são de toda a altura da rolha, é muito provável que entre ar na garrafa. Este ar, pela ação do oxigênio, irá acelerar o processo de oxidação do vinho, em determinados casos pode causar até o avinagramento do vinho (vinagre é a transformação do álcool em ácido acético pela ação de bactérias, que utilizam o oxigênio no processo). Concluindo, a garrafa deve ser mantida em posição que o vinho tenha contato com o rolha para que esta mantenha-se encharcada com o próprio vinho e assim expandida e no seu máximo de vedação. Lembrando que quando o vinho já estiver aberto, mesmo que a vedação seja perfeita, é preferível que a garrafa fique na vertical, para que se diminua o contato do vinho com a camada de ar no interior da garrafa. Qualquer dúvida, estamos disponível.
Christian Bernardi
enólogo
2.Como harmonizar pratos e vinhos?
Este é um tema tão subjetivo, que prefiro tratá-lo com as generalidades já consagradas; harmonia e equilíbrio entre alimentos e vinhos é a base deste tema.
Porém, não é nada simples obtê-los, já que é necessário conhecer muito bem as características gustativas de ambos. Dizer simplesmente que carnes brancas devem ser acompanhadas de vinhos brancos secos de boa estrutura ou tintos ligeiros não basta. É necessário saber que os pratos variam de sabor em função dos molhos ou acompanhamentos e que, conforme esta variação, poderá variar a combinação com os vinhos.
Ou seja, o critério deverá ser: a maior intensidade de sabores dos pratos deve corresponder maior intensidade de sabores nos vinhos.
A seguir, transcrevo algumas recomendações dadas no livro Tradição, conhecimento e prática dos vinhos, publicado pela Associação Brasileira de Sommeliers e escrito pelos amigos Dânio Braga e Célio França Alzer, profundos conhecedores do tema:*
Patês à base de fígado: brancos doces tipo Sauternes.
Frios: brancos e rosados secos.
Sopas e massas: dependendo da cor do molho, brancos ou tintos secos.
Peixes defumados: brancos secos ou espumantes brut
Peixes gordurosos (bacalhau, enguia): tintos ligeiros.
Moluscos: brancos secos aromáticos.
Carnes brancas (frango, vitela, coelho, porco): brancos secos de boa estrutura ou tintos ligeiros.
Carnes vermelhas (bovina, caprina, aves nobres): tintos de mediana estrutura.
Carnes escuras (caças): tintos estruturados.
Observação importante: saladas temperadas com vinagre não combinam com vinho. Sobremesas à base de chocolate são bem acompanhadas por um belo copo de água.
Referência:LONA, A. A. 1996. Vinhos: Degustação, Elaboração e Serviço. Porto Alegre: Ed. AGE. 151 p
3. Como harmonizar queijos e vinhos?
O conceito em relação aos queijos é idêntico ao aplicado nos pratos, ou seja, maior intensidade de sabores no queijo, maior intensidade de sabores no vinho.
Queijos de massa mole (ricota, minas frescal, de cabra fresco): brancos secos jovens.
Queijos de meia-cura, como camembert, brie, ementhal, tilsit, gouda, tintos semi-estruturados e pouco tânicos.
Queijos de massa dura, como parmesão, de cabra: tintos estruturados.
Queijos picantes, como boursin e roquefort: vinhos tintos estruturados e tânicos ou vinhos doces.
Referência:LONA, A. A. 1996. Vinhos: Degustação, Elaboração e Serviço. Porto Alegre: Ed. AGE. 151 p
MAIS ALGUMA DÚVIDA? Mande pro blog que os professores da Anembi respondem pra você!!!
história do vinho
Do site da ABE: Surgimento do Vinho no Mundo
Não se pode apontar precisamente o local a época em que o vinho foi feito pela primeira vez, do mesmo modo que não sabemos quem foi o inventor da roda. Uma pedra que rola é um tipo de roda; um cacho de uvas caído, potencialmente, torna-se, um tipo de vinho. O vinho não teve que esperar para ser inventado: ele estava lá, onde quer que uvas fossem colhidas e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco.
Não se pode apontar precisamente o local a época em que o vinho foi feito pela primeira vez, do mesmo modo que não sabemos quem foi o inventor da roda. Uma pedra que rola é um tipo de roda; um cacho de uvas caído, potencialmente, torna-se, um tipo de vinho. O vinho não teve que esperar para ser inventado: ele estava lá, onde quer que uvas fossem colhidas e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco.
Há 2 milhões de anos já coexistiam as uvas e o homem que as podia colher. Seria, portanto, estranho se o acidente do vinho nunca tivesse acontecido ao homem nômade primitivo. Antes da última Era Glacial houve sêres humanos cujas mentes estavam longe de ser primitivas como os povos Cro-Magnon que pintaram obras primas nas cavernas de Lascaux, na França, onde os vinhedos ainda crescem selvagem. Esses fatos fazem supor que, mesmo não existindo evidências claras, esses povos conheceram o vinho.
Os arqueologistas aceitam acúmulo de sementes de uva como evidência (pelo menos de probabilidade) de elaboração de vinhos. Escavações em Catal Hüyük (talvez a primeira das cidades da humanidade) na Turquia, em Damasco na Síria, Byblos no Líbano e na Jordânia revelaram sementes de uvas da Idade da Pedra (Período Neolítico B), cerca de 8000 a.C. As mais antigas sementes de uvas cultivadas foram descobertas na Georgia (Rússia) e datam de 7000 - 5000 a.C. (datadas por marcação de carbono). Certas características da forma são peculiares a uvas cultivadas e as sementes descobertas são do tipo de transição entre a selvagem e a cultivada.
A videira para vinificação pertence a espécie Vitis vinifera e suas parentes são a Vitis rupestris, a Vitis riparia e a Vitis aestivalis, mas nenhuma delas possue a mesma capacidade de acumular açúcar na proporção de 1/3 do seu volume, nem os elementos necessários para a confecção do vinho. A videira selvagem possue flores machos e fêmeas, mas raramente ambas na mesma planta. A minoria das plantas são hermafroditas e podem gerar uvas, mas quase a metade do número produzido pelas fêmeas. Os primeiros povos a cultivar a videira teriam selecionado as plantas hermafroditas para o cultivo. A forma selvagem pertence a subespécie sylvestris e a cultivada à subespécie sativa.
As sementes encontradas na Georgia foram classificadas como Vitis vinifera variedade sativa, o que serve de base para o argumento de que as uvas eram cultivadas e o vinho presumívelmente elaborado. A idade dessas coincide com a passagem das culturas avançadas da Europa e do Oriente Próximo de uma vida nômade para uma vida sedentária, começando a cultivar tanto quanto caçavam. Nesse período começam também a surgir, além da pedra, utensílios de cobre e as primeiras cerâmicas nas margens do Mar Cáspio.
O kwervri (um jarro de argila), existente no museu de Tbilisi, na Georgia, datado de 50000 - 6000 a.C, é outra evidência desse período. No mesmo museu existem pequenos segmentos e galhos de videiras, datadas de 3000 a.C., e que parecem ter sido parte dos adornos de sepultamento, talvez com significado místico de serem transportadas para o mundo da morte onde poderia ser plantada e dar novamente prazer.
Além das regiões ao norte dos Caucásos (Georgia e Armenia), a videira também era nativa na maioria das regiões mais ao sul, existindo na Anatólia (Tur-quia), na Pérsia (Irã) e no sul da Mesopotâmia (Iraque), nas montanhas de Zagros, entre o Mar Cáspio e o Golfo Pérsico. É possível que as videiras da região dos Cáucasos, tenham sido levadas pelos fenícios da região onde hoje é o Líbano para toda a Europa e seriam as ancestrais de várias das atuais uvas brancas. Recentemente, foi encontrada no Irã (Pérsia), uma ânfora de 3.500 anos de contendo no seu interior uma mancha residual de vinho.
É provável que o Egito recebia suas videiras, pelo rio Nilo, de Canaã (Líbano, Israel, Jordânia e parte da Síria) ou da Assíria (Parte do Iraque e da Arábia Saudita) ou, ainda da região montanhosa da Núbia ou da costa norte da África.
Há inúmeras lendas sobre onde teria começado a produção de vinhos e a primeira delas está no Velho Testamento. O capítulo 9 do Gênesis diz que Noé, após ter desembarcado os animais, plantou um vinhedo do qual fez vinho, bebeu e se embriagou. Entre outros aspectos interessantes sobre a história de Noé, está o Monte Ararat, onde a Arca ancorou durante o dilúvio. Essa montanha de 5.166 metros de altura é o ápice dos Cáucasos e fica entre a Armênia e a Turquia. Entre as muitas expedições que subiram o monte a procura dos restos da Arca, apenas uma, em 1951, encontrou uma peça de madeira.
A questão mais complicada é onde morou Noé antes do dilúvio. Onde quer que ele tenha construído a Arca, ele tinha vinhedos e já sabia fazer o vinho. As videiras, lógicamente faziam parte da carga da Arca. Uma especulação interessante é que Noé teria sido um dos muitos sobreviventes da submersão de Atlântida. Uma lenda basca celebra un herói chamado Ano que teria trazido a videira e outras plantas num barco. Curiosamente, o basco é uma das mais antigas línguas ocidentais e ano , em basco, também significa vinho. Na Galícia também existe uma figura legendária denominada Noya que os sumérios da Mesopotâmia diziam ser uma espécie de deus do mar denominado Oannes. Também interessante é que, na mitologia grega, Dionísio, deus do vinho, foi criado por sua tia Ino, uma deusa do mar, e a palavra grega para vinho é oinos.
O épico babilônico Gilgamesh, o mais antigo trabalho literário conhecido (1.800 a.C.) também conta também uma história de Upnapishtim, a versão babilônica de Noé. Esse homem também construiu uma Arca, encheu-a de animais, atracou-a numa montanha, soltou sucessivamente três pássaros sobre as águas e finalmente sacrificou um animal em oferenda aos deuses. No entanto, Upnapishtim não fez vinho. O vinho aparece em outra parte dos escritos, na qual o herói Gilgamesh entra no reino do sol e lá encontra um vinhedo encantado de cujo vinho obteria, se lhe fosse permitido bebê-lo, a imortalidade que ele procurava.
O vinho está relacionado à mitologia grega. Um dos vários significados do Festival de Dionísio em Atenas era a comemoração do grande dilúvio com que Zeus (Júpiter) castigou o pecado da raça humana primitiva. Apenas um casal sobreviveu. Seus filhos eram: Orestheus, que teria plantado a primeira vinha; Amphictyon, de quem Dionísio era amigo e ensinou sobre vinho; e Helena, a primogênita, de cujo que nome veio o nome da raça grega.
A mais citada de todas as lendas sobre a descoberta do vinho é uma versão persa que fala sobre Jamshid , um rei persa semi-mitológico que parece estar relacionado a Noé, pois teria construído um grande muro para salvar os animais do dilúvio. Na corte de Jamshid, as uvas eram mantidas em jarras para serem comidas fora da estação. Certa vez, uma das jarras estava cheia de suco e as uvas espumavam e exalavam um cheiro estranho sendo deixadas de lado por serem inapropriadas para comer e consideradas possível veneno. Uma donzela do harém tentou se matar ingerindo o possível veneno. Ao invés da morte ela encontrou alegria e um repousante sono. Ela narrou o ocorrido ao rei que ordenou, então, que uma grande quantidade de vinho fosse feita e Jamshid e sua corte beberam da nova bebida.
Os mesopotâmios também eram bebedores de vinho. A Mesopotâmia (Iraque) está situada entre os rios Tigre e Eufrates que correm ao sul dos Cáucasos (o Eufrates nasce no Monte Ararat) e correm até o Golfo Pérsico, numa região plana, quente e árida, uma antítese da região adequada para vitivinicultura. Os sumérios aí se estabeleceram entre 4.000 a 3.000 a.C. e fundaram as cidades de Kish e Ur. De Kish provém as primeiras forma de escrita, os pictogramas, desenhados com estilete em argila úmida. Entre estes escritos há uma folha de uva. Os mesopotâmios tentaram mais tardiamente o plantio de videiras, mas, origininalmente, importavam o vinho de outras regiões. Há registros de que dois séculos e meio depois o rio Eufrates foi usado para transporte de vinho da região da Armenia para Babilônia, a cidade que sucedeu Kish e Ur.
Na Mesopotâmia os sumérios originaram os semitas e Mari foi sua principal cidade, até que o Imperador Hammurabi fundou Babilônia (próxima de Bagdá) em 1790 a.C. Os hititas que ocuparam por volta de 2.000 a.C. a região da Anatolia (Turquia) parecem ter sido entusiastas do vinho, julgando-se pela exuberância dos frascos criados para servir e tomar o vinho (cálices e frascos em forma de cabeça de animal feitos em ouro).
A propósito, o código de Hammurabi e o código dos hititas são os dois primeiros livros sobre leis de que temos conhecimento e ambos fazem referência aos vinhos. No código de Hammurabi há tres tópicos relacionandos com as casas de vinho. O primeiro diz que a vendedora de vinhos que errar a conta será atirada à agua; o segundo afirma que se a vendedora não prender marginais que estiverem tramando e os levar ao palácio seria punida com a morte; a última diz que uma sacerdotiza abrir uma casa de vinhos ou nela entrar para tomar um drinque, será queimada viva.
Havia um grande intercâmbio comercial, incluindo-se aí a uva e o vinho, entre os impérios peri-mediterrâneos. Ugarit (agora Latakia) e Al-Mina, na Síria, e, posteriormente, Sidon e Tyre, mais ao sul, foram importantes portos comerciais e eram controlados pelos Cananeus a serviço do Império Assírio. Nessa região da costa mediterrânea, os fenícios, que sucederam os Cananeus e inventaram o alfabeto, fundaram outras cidades comerciais como Cartago e Cádiz. Alexandre o Grande conquistou toda a região e fundou Alexandria, um porto neutro no delta do Nilo, habitado por gregos, egípcios e judeus.
Os egípcios não foram os primeiros a fazer vinho, mas certamente foram os primeiros a saber como registrar e celebrar os os detalhes da vinificação em suas pinturas que datam de 1.000 a 3.000 a.C. Haviam, inclusive, expertos que diferenciavam as qualidades dos vinhos profissionalmente. Nas tumbas dos faraós foram encontradas pinturas retratando com detalhes várias etapas da elaboração do vinho, tais como: a colheita da uva, a prensagem e a fermentação. Também são vistas cenas mostrando como os vinhos eram bebidos: em taças ou em jarras, através de canudos, em um ambiente festivo, elegante, algumas vezes, licencioso. O consumo de vinho parece ter sido limitados aos ricos, nobres e sacerdotes. Os vinhedos e o vinho eram oferecidos ao deuses, especialmente pelos faraós, como mostram os registros do presente que Ramses III (1100 a.C.) fez ao deus Amun.
Um fato muito interessante e que mostra o cuidado que os egípcios dedicavam ao vinho é a descoberta feita em 1922 na tumba do jovem faraó Tutankamon (1371-1352 a.C.). Foram encontradas 36 ânforas de vinho algumas das quais continham inscrições da região, safra, nome do comerciante e até a inscrição muito boa qualidade Quando do surgimento do Egito (por volta de 3.000 a.C.), os precursores dos gregos ocuparam quatro áreas principais em volta do mar Egeu: o sul e centro--leste da Grécia, a ilha de Creta, as ilhas Cicládicas no sul do Egeu e a costa noroeste da Asia Menor. Nessas regiões foram cultivadas oliveiras e videiras, duas novas culturas que acrescentaram nova dimensão à dieta primitiva de milho e carne e que podiam crescer em terras pobres e pedregosas para o cultivo de grãos. O azeite de oliva e o vinho foram poderosos estímulos ao comércio e, consequentemente, à troca de idéias . O vinho, em particular, trouxe uma nova dimensão nas relações pessoais e comerciais, na medida em que leva naturalmente a festividades, confidencias e senso de oportunidade.
No ano 2.000 a.C. Creta era desenvolvida, em parte pelo contato com o Egito, mas por volta de 1.500 a.C. foi superada por Micena, situada no sul da Grécia, cujo povo era mais agressivo, inclusive como comérciantes e colonizadores. Os micênios visitaram desde a Sicília, no oeste, até a Síria, no Leste. Sob liderança de Agamenon, juntamente com seus vizinhos espartanos sitiaram Tróia. O gosto dos gregos pelo vinho pode ser avaliado pela descoberta recente da adega do rei Nestor, de Pilos, cidade da Peloponésia (sul da Grécia). A capacidade da adega do rei foi estimada em 6.000 litros, armazenados em grandes jarras denominadas pithoi. O vinho era levado até a adega dentro de bolsas de pele de animal que deviam contribuir para a formação do buquê do vinho.
Na Ilíada Homero fala de vinhos e descreve com lirismo a colheita durante o outono. O poeta também fala de vinhos nas narrativas da guerra de Troia e cita a ilha de Lemnos, no mar Egeu, como a fornecedora de vinho para as tropas que sitiavam Troia, cujo vinho era proveniente da Frígia.
Homero também descreve os vinhos gregos ao narrar as viagens de Odis-seu e entre eles está o vinho do sacerdote Maro: vinho tinto, com doçura do mel e tão forte que era diluído com água na proporção de 1:20. Quando foi aprisionado na, costa da Sicília, pelo cíclope Polifemus, Odisseu ofereceu-lhe o vinho de Maro como digestivo. Como o cíclope estava acostumado com o fraco vinho da Sicília, após tomar o vinho forte caíu em sono profundo, o que permitiu a Odisseu extrair-lhe o ôlho.
Entre1.200 e 1.100 a.C. os dóricos, selvagens vindos do norte, devastaram Micena e outros impérios do Oriente Próximo, que, exceção feita ao Egito, caíram nessa época. Foi o período negro da história da Grécia. Até a arte de escrever foi perdida. Após esse período, os novos gregos tiveram mais energia e inteligência que os seus predecessores. Em dois séculos o Mar Egeu tornava-se novamente o centro das atividades criativas. O alfabeto é adotado e a linguagem escrita renasce entre 900 e 700 a.C. Nessa época os gregos, incluindo os refugiados de Micena transformaram as costas da Frígia (terra dos hititas) e da Lídia na Grécia Oriental, trazendo sua agricultura de oliva e uva. Atenas, que não fora inteiramente destruída pelos dóricos, começava a sua liderança artística e cultural.
Um novo período se iniciou e os habitantes da Eubéia, na costa leste da Grécia Central chegaram a ilha de Chipre e a Al-Mina (na Síria) e fundaram na Itália as cidades de Cumae e Naxos, esta última na Sicília. Colonizadores de outras regiões da Grécia cruzaram o mar e fundaram outras cidades na Itália, como os corintos que fundaram Siracusa (na Sicília) e os habitantes de Rodes que fundaram Gela (na Sicília) e Naepolis (hoje Nápoles) . Os acênios, do norte da Peloponésia, fundaram Sybaris e Poseidonia (hoje Paestum) na Campania. Os espartanos fundaram Tarentum (hoje Taranto). Os ateniences chegaram à Lombardia onde fizeram contato com os etruscos.
Deste modo, a expansão da cultura grega fez com que a Sicília e a ponta da bota da Italia fossem designadas, nessa época, a Magna Grécia, também chamada de Oenotri, a terra dos vinhos. Nessa era de intensa procura por novas terras, ocorreu também a colonização do sul da França pelos gregos habitantes da Lídia, que fugiam da invasão dos persas e fundaram Massalia (hoje Marselha) e se estabeleceram também na Córsega. em 500 a.C. Eles controlaram rotas do Rhône, do Saône, através da Borgonha, do Sena e do Loire. Massalia fazia seu próprio vinho e as ânforas para exportá-lo. Segundo o historiador romano Justiniano, os gauleses aprenderam com os gregos uma forma civilizada de vida, cultivando olivas e videiras.
Historiadores acreditam que o primeiro vinho bebido na Borgonha foi provavelmente trazido de Marsellha ou diretamente da Grécia. É importante lembrar que em 1952, entre Paris e a Borgonha, na cidade de Vix, foi descoberta uma imensa jarra grega de fino bronze com cerca de 2 metros de altura e com capacidade de 1.200 litros originária de 600 a.C.
As ilhas gregas foram provavelmente os principais exportadores de vinho, sendo a ilha de Chios, situada ao leste, próxima ao litoral da Lídia, a mais importante delas e a que possuía o melhor vinho. As suas ânforas características foram encontradas em quase todas as regiões por onde os gregos fizeram comércio, tais como: Egito, França, Bulgária, Itália e Russia. Também a ilha de Lesbos, ao norte de Chios possuía um vinho famoso e, provavelmente, foi a fonte do Pramnian, o equivalente grego do fantástico vinho búlgaro Tokay Essenczia.
Provavelmente havia predileção pelos vinhos doces (Homero descreve uvas secadas ao sol), mas haviam vários tipos diferentes de vinho. Laerte, o pai de Odisseu, cujos vinhedos eram seu orgulho e alegria, vangloriava-se de ter 50 tipos cada um de um tipo diferente de uva. Com relação à prática de adicionar resina de pinheiro no vinho, utilizada na elaboração do moderno Retsina, parece que era rara na Grécia Antiga. No entanto, era comum fazer outras misturas com os vinhos e, na verdade, raramente eram bebidos puros. Era normal adicionar-se pelo menos água e, quanto mais formal a ocasião e mais sofisticada a comida, mais especiárias aro-máticas eram adicionadas ao vinho.
O amor dos gregos pelos vinhos pode ser avaliado pelos Simpósios, cujo significado literal é ebendo junto. Eram reuniões (daí o significado atual) onde as pessoas se reuniam para beber vinho em salas especiais, reclinados confortavelmente em divãs, onde conversas se desenrolavam num ambiente de alegre convívio. Todo Simpósio tinha um presidente cuja função era estimular a conversação. Embora muitos Simpósios fossem sérios e constituídos por homens nobres e sábios, havia outros que se desenvolviam em clima de festa, com jovens dançarinas ao som de flautas.
Entre as muitas evidências da sabedoria grega para o uso do vinho são os escritos atribuídos a Eubulus por volta de 375 a.C. : Eu preparo tres taças para o moderado: uma para a saúde, que ele sorverá primeiro, a segunda para o amor e o prazer e a terceira para o sono. Quando essa taça acabou, os convidados sábios vão para casa. A quarta taça é a menos demorada, mas é a da violência; a quinta é a do tumulto, a sexta da orgia, a sétima a do olho roxo, a oitava é a do policial, a nona da ranzinzice e a décima a da loucura e da quebradeira dos móveis.
O uso medicinal do vinho era largamente empregado pelos gregos e existem inúmeros registros disso. Hipócrates fez várias observações sobre as propriedades medicinais do vinho, que são citadas em textos de história da medicina.
Além dos aspectos comercial, medicinal e hedônico o vinho representava para os gregos um elemento místico, expresso no culto ao deus do vinho, Dionísio ou Baco ou Líber. Entre as várias lendas que cercam a sua existência, a mais conhecida é aquela contada na peça de Eurípides. Dionísio, nascido em Naxos, seria filho de Zeus (Júpiter), o pai dos deuses, que vivia no Monte Olimpo em Thessaly e da mortal Sêmele, a filha de Cadmus, o rei de Tebas. Semele, ainda no sexto mês de gravidez, morreu fulminada por um raio proveniente da intensa luminosidade de Zeus . Dionísio foi salvo pelo pai que o retirou do ventre da mãe e o costurou-o na própria coxa onde foi mantido até o final da gestação. Dionísio se confunde com vários outros deuses de várias civilizações, cujos cultos teriam origem há 9.000 anos. Originalmente, era apenas o deus da vegetação e da fertilidade e gradualmente foi se tornando o deus do vinho, como Baco deus originário da Lídia.
O vinho chegou no sul da Itália através dos gregos a partir de próximo de 800 a.C. No entanto, os etruscos, já viviam ao norte, na região da atual Toscana, e elaboravam vinhos e os comercializavam até na Gália e, provavelmente, na Borgonha. Não se sabe, no entanto se eles trouxeram as videiras de sua terra de origem (provavelmente da Ásia Menor ou da Fenícia) ou se cultivaram uvas nativas da Itália, onde já havia videiras desde a pré-história. Deste modo, não é possível dizer quem as usou primeiro para a elaboração de vinhos. A mais antiga ânfora de vinho encontrada na Itália é etrusca e data de 600 a.C.
O ponto crítico da história do vinho em Roma foi a vitória na longa guerra com o Império de Cartago no norte da África para controlar o Mediterrâneo Ocidental entre 264 e 146 a.C. Após as vitórias sobre o general Anibal e, a seguir, sobre os macedônios e os Sírios, houve mudanças importantes.
Os romanos começaram a investir na agricultura com seriedade e a vitivinicultura atingiu seu clímax. O primeiro a escrever sobre o tema foi o senador Catão em sua obra De Agri Cultura. No entanto, irônicamente, o mais famoso manual foi escrito por um cartaginês, Mago, e traduzido para o latim e para o grego. O manual de Mago, mais do qualquer outro estudo, estimulava a plantação comercial de vinhedos a substituição de pequenas propriedades por outras maiores.
Uma data importante no progresso de Roma foi 171 a.C., quando foi aberta a primeira padaria da cidade, pois até então os romanos se alimentavam de mingau de cereais. Agora Roma comia pão e certamente a sêde por vinho iria aumentar. Começava uma nova era e apereciam os primeiro-cultivo vinhos de qualidade de vinhedos específicos, equivalentes aos grands crus de hoje. Na costa da Campania, mais exatamente na baía de Nápoles e na península de Sorriento estavam os melhore vinhedos. Dessa época é o maravilhoso Opimiano (em homenagem ao consul Opimius) safra de 121 a.C. do vinhedo Falernum que foi consumido, conforme registros históricos até125 anos depois. Ainda assim, os vinhos gregos ainda eram considerados pelos romanos os melhores.
No império de Augusto (276 a.C. - 14 d.C.) a indústria do vinho estava estabelecida em toda a extensão da Itália que já exportava vinhos para a Grécia, Macedônia e Dalmácia). Todos os grands crus vinham da região entre Roma e Pompéia, mas a região da costa adriática era também importante, em especial pelas exportações. Pompéia ocupava uma posição de destaque, podendo ser considerada a Bordeaux do Império Romano e era a maior fornecedora de vinhos para Roma . Após a destruição de Pompéia pela erupção do Vesúvio no ano 79 d.C., ocorreu uma louca corrida na plantação de vinhedos onde quer que fosse. Plantações de milho tornaram-se vinhedos, provocando um desequilíbrio do fornecimento a Roma, desvalorização das terras e do vinho.
No ano 92 d.C., o imperador Domiciano editou um decreto proibindo a plantação de novos vinhedos e de vinhedos pequenos e mandando destruir metade dos vinhedos nas províncias ultramarítimas. O decreto parece visar a proteção do vinho doméstico contra a competição do vinho das províncias e manter os preços para o produtor. O decreto permaneceu até 280 d.C., quando o imperador Probus o revogou.
Tudo que se queira saber sobre a vitivinicultura romana da época está no manual De Re Rustica (Sobre Temas do Campo), de aproximadamente 65 d.C, de autoria de um espanhol de Gades (hoje Cádiz), Lucius Columella. O manual chega a detalhes como: a produção por área plantada (que, surpreendentemente, é a mesma dos melhores vinhedos da França de hoje), a técnica de plantio em estacas com distância de dois passos entre elas (mais ou menos a mesma técnica usada hoje em vários vinhedos europeus), tipo de terreno, drenagem, colheita, prensagem, fermentação, etc
Quanto ao paladar, os romanos tinham predileção pelo vinho doce, daí fazerem a colheita o mais tardiamente possível, ou, conforme a técnica grega, colher o fruto um pouco imaturo e deixá-lo no sol para secar e concentrar o açúcar (vinhos chamados Passum). Outro modo de obter um vinho mais forte e doce era ferver, aumentando a concentração de açúcar (originando o chamado Defrutum) ou ainda adicionar mel (originava o Mulsum). Preparavam também o semper mustum (mosto permanente), um mosto cuja fermentação era interrompida por submersão da ânfora em água fria e, portanto, contendo mais açúcar. Esse método é o precurssor do método de obtenção do Süssreserve das vinícolas alemãs.
Ainda no tocante ao paladar, é interessante lembrar que os romanos sempre tiveram predileção por temperos fortes na comida e também se excediam nas misturas com vinhos que eram fervidos em infusões ou macerações com hervas, especiarias, resinas e denominados vinhos gregos em virtude dos gregos raramente tomarem vinhos sem temperá-los. Plínio, Columella e Apícius descrevem receitas bastante exóticas.
Quanto a idade, alguns vinhos romanos se prestavam ao envelhecimento, os fortes e doces expostos ao ar livre e os mais fracos contidos em jarras enterrados no chão. Um recurso usado para envelhecer o vinho era o fumarium, um quarto de defumaçào onde as ânforas com vinho eram colocadas em cima de uma lareira e o vinho defumado, tornando-se mais pálido, mais ácido e com cheiro de fumaça.
Galeno (131-201 d.C.), o famoso grego médico dos gladiadores e, posteriormente médico particular do imperador Marco Aurelio, escreveu um tratado denominado De antidotos sobre o uso de preparações à base de vinho e ervas, usadas como antídotos de venenos. Nesse tratado existem considerações perfeitas sobre os vinhos, tanto italianos como gregos, bebidos em Roma nessa época: como deveriam ser analisados, guardados e envelhecidos
A maneira de Galeno escolher o melhor era começar com vinhos de 20 anos, que se esperava serem amargos, e, então, provar as safras mais novas até chegar-se ao vinho mais velho sem amargor. Segundo Galeno, o vinho Falerniano era ainda nessa época o melhor (tão famoso que era falsificado com frequência) e o Surrentino o igualava em qualidade, embora mais duro e mais austero. A palavra austeroé usada inúmeras vezes nas descrições de Galeno para a escolha dos vinhos e indica que o gosto de Roma estava se afastando dos vinhos espessos e doces que faziam da Campania a mais prestigiada região. Os vinhedos próximos a Roma, que anteriormente eram desprestigiados por causa de seu vinhos ásperos e ácidos, estavam entre os preferidos de Galeno. Ele descreveu os grands crus romanos, todos brancos, como fluídos, mas fortes e levemente adstringentes, variando entre encorpados e leves. Parece que o vinho tinto era a bebida do dia a dia nas tavernas.
Depois de Galeno não existem registros da evolução do paladar de Roma em relação aos vinhos. Certamente havia mercado para todos os gostos nessa metrópole que nessa época era a maior cidade do mundo Mediterrâneo e já possuía mais de um milhão de habitantes! É claro que a maior demanda era para o vinho barato que geralmente vinha de fora da península. É interessante notar que, desde a época de Galeno, o vinho da Espanha e da Gália começava a chegar em Roma. Um dos efeitos da expansão dos vinhedos nas províncias é que a produção em massa em regiões da Itália que abasteciam Roma tornou-se menos lucrativa e muitos vinhedos tornaram-se passatempo de nobres. Um desincentivo aos produtores italianos foi a criação, por volta de 250 d.C., de um imposto que consisitia em entregarem uma parte do vinho produzido ao governo (para as rações do exército e para distribuição à ralé que tinha a bebida subsidiada). Talvez para remediar esta situação, em 280 d.C. , o imperador Probus, revogou o já mencionado decreto editado (e amplamente ignorado!) por Domiciano em 92 d.C., proibindo o plantio de vinhedos. Probus inclusive colocou o exército para trabalhar no cultivo de novos vinhedos na Gália e ao longo do Danúbio. No entanto, foi inútil, pois o declínio do Império Romano estava começando.
Sobre a origem da vitivinicultura na França existe um verdadeira batalha entre os historiadores. Há os que acreditam nos registros dos Romanos e outros acham que os predecessores dos Celtas estabeleceram a elaboração de vinhos na França. Há ainda os que acreditam que os franceses da idade da pedra eram vinhateiros, pois no lago de Genebra foram encontradas sementes de uvas selvagens que indicam o seu uso há 12.000 anos ou mais. Segundo a Escola Celta os empreendimentos do ocidente são ignorados por não terem registros escritos. Os celtas da Gália foram ativos e agressivos. Eles dominaram quase toda a região dos Alpes, na época em que os atenienses dominavam a Grécia, invadindo a Lombardia na Itália (onde fundaram Milão) e alcançando Roma, chegaram à Ásia Menor, penetrando na Macedônia e alcançaram Delphi e fundaram um acampamento no Danúbio, em Belgrado,
Os gauleses antigos já tinham contato com os vinhos do Mediterrâneos por longo tempo e, como já foi dito, os gregos haviam fundado Marselha em 600 a.C., elaborando e comercializando vinhos com os nativos. Os celtas do interior da Gália ainda não tinham alcançado o sul da França nessa época; ali habitavam os ibéricos do norte da Itália e da Espanha. Se havia vinhedos celtas na Gália eles não chegaram ao mediterrâneo. É dificil acreditar que na França havia vinhedos, pois os chefes gaulêses pagavam um preço exorbitante pelos vinhos aos comerciantes romanos: um escravo por uma ânfora de vinho, isto é, trocavam o copo pelo copeiro. Marselha tornou-se parte do Império Romano por volta de 125 a.C., mas continuava sendo considerada uma cidade grega.
A primeira verdadeira colonia romana na França foi fundada anos mais tarde na costa a oeste em Narbo (hoje Narbonne) que se tornou a capital da província de Narbonensis e, de fato, de toda a chamada Gália Transalpina. Com ponto de partida na Provence, os romanos subiram o vale do Rhône e mais tarde no reinado de César dirigiram-se a oeste e chegaram na região de Bordeaux. Bordeaux, Borgonha e Tréveris provavelmente surgiram como centros de importação de vinho, plantando a seguir as suas próprias videiras e obtendo vinhos que superaram os importados. No século II havia vinhedos na Borgonha; no século III , no vale do Loire; no século IV, nas regiões de Paris, Champagne, Mosela e Reno. Os vinhedos da Alsácia não tiveram origem romana e só surgiram no século IX.
Após a queda do Império Romano seguiu-se uma época de obscuridade em práticamente todas as áreas da criatividade humana e os vinhedos parecem ter permanecido em latência até que alguém os fizesse renascer.
Chegamos à Idade Média, época em que a Igreja Católica passa a ser a detentora das verdades humanas e divinas. Felizmente, o simbolismo do vinho na liturgia católica faz com que a Igreja desempenhe, nessa época, o papel mais importante do renascimento, desenvolvimento e aprimoramento dos vinhedos e do vinho. Assim, nos séculos que se seguiram, a Igreja foi proprietária de inúmeros vinhedos nos mosteiros das principais ordens religiosas da época, como os franciscanos, beneditinos e cistercienses (ordem de São Bernardo), que se espalharam por toda Europa, levando consigo a sabedoria da elaboração do vinho.
Dessa época são importantes tres mosteiros franceses. Dois situam-se na Borgonha: um beneditino em Cluny, próximo de Mâcon (fundado em 529) e um cisterciense em Citeaux, próximo de Beaunne (fundado em 1098). O terceiro, cisterciense, está em Clairvaux na região de Champagne. Também famoso é o mosteiro cisterciense de Eberbach, na região do Rheingau, na Alemanha. Esse mosteiro, construido em 1136 por 12 monges de Clairvaux, enviados por São Bernado, foi o maior estabelecimento vinícola do mundo durante os séculos XII e XIII e hoje abriga um excelente vinhedo estatal.
Os hospitais também foram centros de produção e distribuição de vinhos e, à época, cuidavam não apenas dos doentes, mas também recebiam pobres, viajantes, estudantes e peregrinos. Um dos mais famosos é o Hôtel-Dieu ou Hospice de Beaune, fundado em 1443, até hoje mantido pelas vendas de vinho.
Também as universidades tiveram seu papel na divulgação e no consumo do vinho durante a Idade Média. Numa forma primitiva de turismo, iniciada pela Universidade de Paris e propagada pela Europa, os estudantes recebiam salvo conduto e ajuda de custos para viagens de intercâmbio cultural com outras universidades. Curiosamente, os estudantes andarilhos gastavam mais tempo em tavernas do que em salas de aulas e, embora cultos, estavam mais interessados em mulheres, músicas e vinhos. Eles se denominavam a Ordem dos Goliardos e, conheciam, mais do que ninguém, os vinhos de toda a Europa.
É interessante observar que é da idade média, por volta do ano de 1.300, o primeiro livro impresso sobre o vinho:Liber de Vinis. Escrito pelo espanhol ou catalão Arnaldus de Villanova, médico e professor da Universidade de Montpellier, o livro continha uma visão médica do vinho, provavelmente a primeira desde a escrita por Galeno. O livro cita as propriedades curativas de vinhos aromatizados com ervas em uma infinidade de doenças. Entre eles, o vinho aromatizado com arlequim teria qualidades maravilhosas tais como: estabelecer o apetite e as energias, exaltar a alma, embelezar a face, promover o crescimento dos cabelos, limpar os dentes e manter a pessoa jovem. O autor também descreve aspectos interessantes como o costume fraudulento dos comerciantes oferecerem aos fregueses alcaçuz, nozes ou queijos salgados, antes que eles provassem seus vinhos, de modo a não perceberem o seu amargor e a acidez. Recomendava que os degustadores poderiam safar-se de tal engodo degustando os vinhos pela manhã, após terem lavado a boca e comido algumas nacos de pão umedecidos em água, pois com o estômago totalmente vazio ou muito cheio estraga o paladar . Arnaldus Villanova, falecido em 1311, era uma figura polêmica e acreditava na na segunda vinda do Messias no ano de 1378, o que lhe valeu uma longa rixa com os monges dominicanos que acabaram por queimar seu livro.
Da Europa , através das expedições colonizadoras, as vinhas chegaram a outros continentes, se aclimataram e passaram a fornecer bons vinhos, especialmente nas Américas do Norte (Estados Unidos) e do Sul (Argentina, Chile e Brasil) e na África (África do Sul). A uva foi trazida para as Américas por Cristóvão Colombo, na sua segunda viagem às Antilhas em 1493, e se espalhou, a seguir, para o México e sul dos Estados Unidos e às colônias espanholas da América do Sul. As videiras foram trazidas da Ilha da Madeira ao Brasil em 1532 por Martim Afonso de Souza e plantadas por Brás Cubas, inicialmente no litoral paulista e depois, em 1551, na região de Tatuapé.
É importante mencionar um fato importantíssimo e trágico na história da vitivinicultura, ocorrido da segunda metade do século passado, em especial na década de 1870, até o início deste século. Trata-se de uma doença parasitária das vinhas, provocada pelo inseto Phylloxera vastatrix, cuja larva ataca as raízes. A Phylloxera, trazida à Europa em vinhas americanas contaminadas, destruiu praticamente todas as videiras européias. A salvação para o grande mal foi a descoberta de que as raízes das videiras americanas eram resistentes ao inseto e passaram a ser usadas como porta-enxerto para vinhas européias. Desse modo, as videiras americanas foram o remédio para a desgraça que elas próprias causaram às vitis européias.
Finalmente, é imprescindível lembrarmos as descobertas sobre os microorganismos e a fermentação feitas por Louis de Pasteur (1822-1895) e publicadas na sua obra Études sur le Vin. Essas descobertas constituem o marco fundamental para o desenvolvimento da enologia moderna.
A partir do século XX a elaboração dos vinhos tomou novos rumos com o desenvolvimento tecnológico na viticultura e da enologia, propiciando conquistas tais como o cruzamento genético de diferentes cepas de uvas e o desenvolvimento de cepas de leveduras selecionadas geneticamente, a colheita mecanizada, a fermentação a frio na elaboração dos vinhos brancos, etc. Ainda que pese o romantismo de muitos que consideram (ou supõem?) os vinhos dos séculos passados como mais artesanais, os vinhos deste século têm, certamente, um nível de qualidade bem melhor do que os de épocas passadas. Na verdade algumas conquistas tecnológicas, como as substituições da rolha e da cápsula por artefatos de plástico e da garrafa por caixinhas do tipo etra brik são de indiscutível mau gosto e irritam os amantes do vinho.
Resta-nos esperar que os vinhos dos séculos vindouros melhorem ou, pelo menos, mantenham o nível de qualidade sem perder o charme dos grandes vinhos do século XX !
Fonte http://www.academiadovinho.com.br/
Não se pode apontar precisamente o local a época em que o vinho foi feito pela primeira vez, do mesmo modo que não sabemos quem foi o inventor da roda. Uma pedra que rola é um tipo de roda; um cacho de uvas caído, potencialmente, torna-se, um tipo de vinho. O vinho não teve que esperar para ser inventado: ele estava lá, onde quer que uvas fossem colhidas e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco.
Não se pode apontar precisamente o local a época em que o vinho foi feito pela primeira vez, do mesmo modo que não sabemos quem foi o inventor da roda. Uma pedra que rola é um tipo de roda; um cacho de uvas caído, potencialmente, torna-se, um tipo de vinho. O vinho não teve que esperar para ser inventado: ele estava lá, onde quer que uvas fossem colhidas e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco.
Há 2 milhões de anos já coexistiam as uvas e o homem que as podia colher. Seria, portanto, estranho se o acidente do vinho nunca tivesse acontecido ao homem nômade primitivo. Antes da última Era Glacial houve sêres humanos cujas mentes estavam longe de ser primitivas como os povos Cro-Magnon que pintaram obras primas nas cavernas de Lascaux, na França, onde os vinhedos ainda crescem selvagem. Esses fatos fazem supor que, mesmo não existindo evidências claras, esses povos conheceram o vinho.
Os arqueologistas aceitam acúmulo de sementes de uva como evidência (pelo menos de probabilidade) de elaboração de vinhos. Escavações em Catal Hüyük (talvez a primeira das cidades da humanidade) na Turquia, em Damasco na Síria, Byblos no Líbano e na Jordânia revelaram sementes de uvas da Idade da Pedra (Período Neolítico B), cerca de 8000 a.C. As mais antigas sementes de uvas cultivadas foram descobertas na Georgia (Rússia) e datam de 7000 - 5000 a.C. (datadas por marcação de carbono). Certas características da forma são peculiares a uvas cultivadas e as sementes descobertas são do tipo de transição entre a selvagem e a cultivada.A videira para vinificação pertence a espécie Vitis vinifera e suas parentes são a Vitis rupestris, a Vitis riparia e a Vitis aestivalis, mas nenhuma delas possue a mesma capacidade de acumular açúcar na proporção de 1/3 do seu volume, nem os elementos necessários para a confecção do vinho. A videira selvagem possue flores machos e fêmeas, mas raramente ambas na mesma planta. A minoria das plantas são hermafroditas e podem gerar uvas, mas quase a metade do número produzido pelas fêmeas. Os primeiros povos a cultivar a videira teriam selecionado as plantas hermafroditas para o cultivo. A forma selvagem pertence a subespécie sylvestris e a cultivada à subespécie sativa.
As sementes encontradas na Georgia foram classificadas como Vitis vinifera variedade sativa, o que serve de base para o argumento de que as uvas eram cultivadas e o vinho presumívelmente elaborado. A idade dessas coincide com a passagem das culturas avançadas da Europa e do Oriente Próximo de uma vida nômade para uma vida sedentária, começando a cultivar tanto quanto caçavam. Nesse período começam também a surgir, além da pedra, utensílios de cobre e as primeiras cerâmicas nas margens do Mar Cáspio.
O kwervri (um jarro de argila), existente no museu de Tbilisi, na Georgia, datado de 50000 - 6000 a.C, é outra evidência desse período. No mesmo museu existem pequenos segmentos e galhos de videiras, datadas de 3000 a.C., e que parecem ter sido parte dos adornos de sepultamento, talvez com significado místico de serem transportadas para o mundo da morte onde poderia ser plantada e dar novamente prazer.
Além das regiões ao norte dos Caucásos (Georgia e Armenia), a videira também era nativa na maioria das regiões mais ao sul, existindo na Anatólia (Tur-quia), na Pérsia (Irã) e no sul da Mesopotâmia (Iraque), nas montanhas de Zagros, entre o Mar Cáspio e o Golfo Pérsico. É possível que as videiras da região dos Cáucasos, tenham sido levadas pelos fenícios da região onde hoje é o Líbano para toda a Europa e seriam as ancestrais de várias das atuais uvas brancas. Recentemente, foi encontrada no Irã (Pérsia), uma ânfora de 3.500 anos de contendo no seu interior uma mancha residual de vinho.
É provável que o Egito recebia suas videiras, pelo rio Nilo, de Canaã (Líbano, Israel, Jordânia e parte da Síria) ou da Assíria (Parte do Iraque e da Arábia Saudita) ou, ainda da região montanhosa da Núbia ou da costa norte da África.
Há inúmeras lendas sobre onde teria começado a produção de vinhos e a primeira delas está no Velho Testamento. O capítulo 9 do Gênesis diz que Noé, após ter desembarcado os animais, plantou um vinhedo do qual fez vinho, bebeu e se embriagou. Entre outros aspectos interessantes sobre a história de Noé, está o Monte Ararat, onde a Arca ancorou durante o dilúvio. Essa montanha de 5.166 metros de altura é o ápice dos Cáucasos e fica entre a Armênia e a Turquia. Entre as muitas expedições que subiram o monte a procura dos restos da Arca, apenas uma, em 1951, encontrou uma peça de madeira.
A questão mais complicada é onde morou Noé antes do dilúvio. Onde quer que ele tenha construído a Arca, ele tinha vinhedos e já sabia fazer o vinho. As videiras, lógicamente faziam parte da carga da Arca. Uma especulação interessante é que Noé teria sido um dos muitos sobreviventes da submersão de Atlântida. Uma lenda basca celebra un herói chamado Ano que teria trazido a videira e outras plantas num barco. Curiosamente, o basco é uma das mais antigas línguas ocidentais e ano , em basco, também significa vinho. Na Galícia também existe uma figura legendária denominada Noya que os sumérios da Mesopotâmia diziam ser uma espécie de deus do mar denominado Oannes. Também interessante é que, na mitologia grega, Dionísio, deus do vinho, foi criado por sua tia Ino, uma deusa do mar, e a palavra grega para vinho é oinos.
O épico babilônico Gilgamesh, o mais antigo trabalho literário conhecido (1.800 a.C.) também conta também uma história de Upnapishtim, a versão babilônica de Noé. Esse homem também construiu uma Arca, encheu-a de animais, atracou-a numa montanha, soltou sucessivamente três pássaros sobre as águas e finalmente sacrificou um animal em oferenda aos deuses. No entanto, Upnapishtim não fez vinho. O vinho aparece em outra parte dos escritos, na qual o herói Gilgamesh entra no reino do sol e lá encontra um vinhedo encantado de cujo vinho obteria, se lhe fosse permitido bebê-lo, a imortalidade que ele procurava.
O vinho está relacionado à mitologia grega. Um dos vários significados do Festival de Dionísio em Atenas era a comemoração do grande dilúvio com que Zeus (Júpiter) castigou o pecado da raça humana primitiva. Apenas um casal sobreviveu. Seus filhos eram: Orestheus, que teria plantado a primeira vinha; Amphictyon, de quem Dionísio era amigo e ensinou sobre vinho; e Helena, a primogênita, de cujo que nome veio o nome da raça grega.
A mais citada de todas as lendas sobre a descoberta do vinho é uma versão persa que fala sobre Jamshid , um rei persa semi-mitológico que parece estar relacionado a Noé, pois teria construído um grande muro para salvar os animais do dilúvio. Na corte de Jamshid, as uvas eram mantidas em jarras para serem comidas fora da estação. Certa vez, uma das jarras estava cheia de suco e as uvas espumavam e exalavam um cheiro estranho sendo deixadas de lado por serem inapropriadas para comer e consideradas possível veneno. Uma donzela do harém tentou se matar ingerindo o possível veneno. Ao invés da morte ela encontrou alegria e um repousante sono. Ela narrou o ocorrido ao rei que ordenou, então, que uma grande quantidade de vinho fosse feita e Jamshid e sua corte beberam da nova bebida.
Os mesopotâmios também eram bebedores de vinho. A Mesopotâmia (Iraque) está situada entre os rios Tigre e Eufrates que correm ao sul dos Cáucasos (o Eufrates nasce no Monte Ararat) e correm até o Golfo Pérsico, numa região plana, quente e árida, uma antítese da região adequada para vitivinicultura. Os sumérios aí se estabeleceram entre 4.000 a 3.000 a.C. e fundaram as cidades de Kish e Ur. De Kish provém as primeiras forma de escrita, os pictogramas, desenhados com estilete em argila úmida. Entre estes escritos há uma folha de uva. Os mesopotâmios tentaram mais tardiamente o plantio de videiras, mas, origininalmente, importavam o vinho de outras regiões. Há registros de que dois séculos e meio depois o rio Eufrates foi usado para transporte de vinho da região da Armenia para Babilônia, a cidade que sucedeu Kish e Ur.
Na Mesopotâmia os sumérios originaram os semitas e Mari foi sua principal cidade, até que o Imperador Hammurabi fundou Babilônia (próxima de Bagdá) em 1790 a.C. Os hititas que ocuparam por volta de 2.000 a.C. a região da Anatolia (Turquia) parecem ter sido entusiastas do vinho, julgando-se pela exuberância dos frascos criados para servir e tomar o vinho (cálices e frascos em forma de cabeça de animal feitos em ouro).
A propósito, o código de Hammurabi e o código dos hititas são os dois primeiros livros sobre leis de que temos conhecimento e ambos fazem referência aos vinhos. No código de Hammurabi há tres tópicos relacionandos com as casas de vinho. O primeiro diz que a vendedora de vinhos que errar a conta será atirada à agua; o segundo afirma que se a vendedora não prender marginais que estiverem tramando e os levar ao palácio seria punida com a morte; a última diz que uma sacerdotiza abrir uma casa de vinhos ou nela entrar para tomar um drinque, será queimada viva.
Havia um grande intercâmbio comercial, incluindo-se aí a uva e o vinho, entre os impérios peri-mediterrâneos. Ugarit (agora Latakia) e Al-Mina, na Síria, e, posteriormente, Sidon e Tyre, mais ao sul, foram importantes portos comerciais e eram controlados pelos Cananeus a serviço do Império Assírio. Nessa região da costa mediterrânea, os fenícios, que sucederam os Cananeus e inventaram o alfabeto, fundaram outras cidades comerciais como Cartago e Cádiz. Alexandre o Grande conquistou toda a região e fundou Alexandria, um porto neutro no delta do Nilo, habitado por gregos, egípcios e judeus.
Os egípcios não foram os primeiros a fazer vinho, mas certamente foram os primeiros a saber como registrar e celebrar os os detalhes da vinificação em suas pinturas que datam de 1.000 a 3.000 a.C. Haviam, inclusive, expertos que diferenciavam as qualidades dos vinhos profissionalmente. Nas tumbas dos faraós foram encontradas pinturas retratando com detalhes várias etapas da elaboração do vinho, tais como: a colheita da uva, a prensagem e a fermentação. Também são vistas cenas mostrando como os vinhos eram bebidos: em taças ou em jarras, através de canudos, em um ambiente festivo, elegante, algumas vezes, licencioso. O consumo de vinho parece ter sido limitados aos ricos, nobres e sacerdotes. Os vinhedos e o vinho eram oferecidos ao deuses, especialmente pelos faraós, como mostram os registros do presente que Ramses III (1100 a.C.) fez ao deus Amun.
Um fato muito interessante e que mostra o cuidado que os egípcios dedicavam ao vinho é a descoberta feita em 1922 na tumba do jovem faraó Tutankamon (1371-1352 a.C.). Foram encontradas 36 ânforas de vinho algumas das quais continham inscrições da região, safra, nome do comerciante e até a inscrição muito boa qualidade Quando do surgimento do Egito (por volta de 3.000 a.C.), os precursores dos gregos ocuparam quatro áreas principais em volta do mar Egeu: o sul e centro--leste da Grécia, a ilha de Creta, as ilhas Cicládicas no sul do Egeu e a costa noroeste da Asia Menor. Nessas regiões foram cultivadas oliveiras e videiras, duas novas culturas que acrescentaram nova dimensão à dieta primitiva de milho e carne e que podiam crescer em terras pobres e pedregosas para o cultivo de grãos. O azeite de oliva e o vinho foram poderosos estímulos ao comércio e, consequentemente, à troca de idéias . O vinho, em particular, trouxe uma nova dimensão nas relações pessoais e comerciais, na medida em que leva naturalmente a festividades, confidencias e senso de oportunidade.
No ano 2.000 a.C. Creta era desenvolvida, em parte pelo contato com o Egito, mas por volta de 1.500 a.C. foi superada por Micena, situada no sul da Grécia, cujo povo era mais agressivo, inclusive como comérciantes e colonizadores. Os micênios visitaram desde a Sicília, no oeste, até a Síria, no Leste. Sob liderança de Agamenon, juntamente com seus vizinhos espartanos sitiaram Tróia. O gosto dos gregos pelo vinho pode ser avaliado pela descoberta recente da adega do rei Nestor, de Pilos, cidade da Peloponésia (sul da Grécia). A capacidade da adega do rei foi estimada em 6.000 litros, armazenados em grandes jarras denominadas pithoi. O vinho era levado até a adega dentro de bolsas de pele de animal que deviam contribuir para a formação do buquê do vinho.
Na Ilíada Homero fala de vinhos e descreve com lirismo a colheita durante o outono. O poeta também fala de vinhos nas narrativas da guerra de Troia e cita a ilha de Lemnos, no mar Egeu, como a fornecedora de vinho para as tropas que sitiavam Troia, cujo vinho era proveniente da Frígia.
Homero também descreve os vinhos gregos ao narrar as viagens de Odis-seu e entre eles está o vinho do sacerdote Maro: vinho tinto, com doçura do mel e tão forte que era diluído com água na proporção de 1:20. Quando foi aprisionado na, costa da Sicília, pelo cíclope Polifemus, Odisseu ofereceu-lhe o vinho de Maro como digestivo. Como o cíclope estava acostumado com o fraco vinho da Sicília, após tomar o vinho forte caíu em sono profundo, o que permitiu a Odisseu extrair-lhe o ôlho.
Entre1.200 e 1.100 a.C. os dóricos, selvagens vindos do norte, devastaram Micena e outros impérios do Oriente Próximo, que, exceção feita ao Egito, caíram nessa época. Foi o período negro da história da Grécia. Até a arte de escrever foi perdida. Após esse período, os novos gregos tiveram mais energia e inteligência que os seus predecessores. Em dois séculos o Mar Egeu tornava-se novamente o centro das atividades criativas. O alfabeto é adotado e a linguagem escrita renasce entre 900 e 700 a.C. Nessa época os gregos, incluindo os refugiados de Micena transformaram as costas da Frígia (terra dos hititas) e da Lídia na Grécia Oriental, trazendo sua agricultura de oliva e uva. Atenas, que não fora inteiramente destruída pelos dóricos, começava a sua liderança artística e cultural.
Um novo período se iniciou e os habitantes da Eubéia, na costa leste da Grécia Central chegaram a ilha de Chipre e a Al-Mina (na Síria) e fundaram na Itália as cidades de Cumae e Naxos, esta última na Sicília. Colonizadores de outras regiões da Grécia cruzaram o mar e fundaram outras cidades na Itália, como os corintos que fundaram Siracusa (na Sicília) e os habitantes de Rodes que fundaram Gela (na Sicília) e Naepolis (hoje Nápoles) . Os acênios, do norte da Peloponésia, fundaram Sybaris e Poseidonia (hoje Paestum) na Campania. Os espartanos fundaram Tarentum (hoje Taranto). Os ateniences chegaram à Lombardia onde fizeram contato com os etruscos.
Deste modo, a expansão da cultura grega fez com que a Sicília e a ponta da bota da Italia fossem designadas, nessa época, a Magna Grécia, também chamada de Oenotri, a terra dos vinhos. Nessa era de intensa procura por novas terras, ocorreu também a colonização do sul da França pelos gregos habitantes da Lídia, que fugiam da invasão dos persas e fundaram Massalia (hoje Marselha) e se estabeleceram também na Córsega. em 500 a.C. Eles controlaram rotas do Rhône, do Saône, através da Borgonha, do Sena e do Loire. Massalia fazia seu próprio vinho e as ânforas para exportá-lo. Segundo o historiador romano Justiniano, os gauleses aprenderam com os gregos uma forma civilizada de vida, cultivando olivas e videiras.
Historiadores acreditam que o primeiro vinho bebido na Borgonha foi provavelmente trazido de Marsellha ou diretamente da Grécia. É importante lembrar que em 1952, entre Paris e a Borgonha, na cidade de Vix, foi descoberta uma imensa jarra grega de fino bronze com cerca de 2 metros de altura e com capacidade de 1.200 litros originária de 600 a.C.
As ilhas gregas foram provavelmente os principais exportadores de vinho, sendo a ilha de Chios, situada ao leste, próxima ao litoral da Lídia, a mais importante delas e a que possuía o melhor vinho. As suas ânforas características foram encontradas em quase todas as regiões por onde os gregos fizeram comércio, tais como: Egito, França, Bulgária, Itália e Russia. Também a ilha de Lesbos, ao norte de Chios possuía um vinho famoso e, provavelmente, foi a fonte do Pramnian, o equivalente grego do fantástico vinho búlgaro Tokay Essenczia.
Provavelmente havia predileção pelos vinhos doces (Homero descreve uvas secadas ao sol), mas haviam vários tipos diferentes de vinho. Laerte, o pai de Odisseu, cujos vinhedos eram seu orgulho e alegria, vangloriava-se de ter 50 tipos cada um de um tipo diferente de uva. Com relação à prática de adicionar resina de pinheiro no vinho, utilizada na elaboração do moderno Retsina, parece que era rara na Grécia Antiga. No entanto, era comum fazer outras misturas com os vinhos e, na verdade, raramente eram bebidos puros. Era normal adicionar-se pelo menos água e, quanto mais formal a ocasião e mais sofisticada a comida, mais especiárias aro-máticas eram adicionadas ao vinho.
O amor dos gregos pelos vinhos pode ser avaliado pelos Simpósios, cujo significado literal é ebendo junto. Eram reuniões (daí o significado atual) onde as pessoas se reuniam para beber vinho em salas especiais, reclinados confortavelmente em divãs, onde conversas se desenrolavam num ambiente de alegre convívio. Todo Simpósio tinha um presidente cuja função era estimular a conversação. Embora muitos Simpósios fossem sérios e constituídos por homens nobres e sábios, havia outros que se desenvolviam em clima de festa, com jovens dançarinas ao som de flautas.
Entre as muitas evidências da sabedoria grega para o uso do vinho são os escritos atribuídos a Eubulus por volta de 375 a.C. : Eu preparo tres taças para o moderado: uma para a saúde, que ele sorverá primeiro, a segunda para o amor e o prazer e a terceira para o sono. Quando essa taça acabou, os convidados sábios vão para casa. A quarta taça é a menos demorada, mas é a da violência; a quinta é a do tumulto, a sexta da orgia, a sétima a do olho roxo, a oitava é a do policial, a nona da ranzinzice e a décima a da loucura e da quebradeira dos móveis.
O uso medicinal do vinho era largamente empregado pelos gregos e existem inúmeros registros disso. Hipócrates fez várias observações sobre as propriedades medicinais do vinho, que são citadas em textos de história da medicina.
Além dos aspectos comercial, medicinal e hedônico o vinho representava para os gregos um elemento místico, expresso no culto ao deus do vinho, Dionísio ou Baco ou Líber. Entre as várias lendas que cercam a sua existência, a mais conhecida é aquela contada na peça de Eurípides. Dionísio, nascido em Naxos, seria filho de Zeus (Júpiter), o pai dos deuses, que vivia no Monte Olimpo em Thessaly e da mortal Sêmele, a filha de Cadmus, o rei de Tebas. Semele, ainda no sexto mês de gravidez, morreu fulminada por um raio proveniente da intensa luminosidade de Zeus . Dionísio foi salvo pelo pai que o retirou do ventre da mãe e o costurou-o na própria coxa onde foi mantido até o final da gestação. Dionísio se confunde com vários outros deuses de várias civilizações, cujos cultos teriam origem há 9.000 anos. Originalmente, era apenas o deus da vegetação e da fertilidade e gradualmente foi se tornando o deus do vinho, como Baco deus originário da Lídia.
O vinho chegou no sul da Itália através dos gregos a partir de próximo de 800 a.C. No entanto, os etruscos, já viviam ao norte, na região da atual Toscana, e elaboravam vinhos e os comercializavam até na Gália e, provavelmente, na Borgonha. Não se sabe, no entanto se eles trouxeram as videiras de sua terra de origem (provavelmente da Ásia Menor ou da Fenícia) ou se cultivaram uvas nativas da Itália, onde já havia videiras desde a pré-história. Deste modo, não é possível dizer quem as usou primeiro para a elaboração de vinhos. A mais antiga ânfora de vinho encontrada na Itália é etrusca e data de 600 a.C.
O ponto crítico da história do vinho em Roma foi a vitória na longa guerra com o Império de Cartago no norte da África para controlar o Mediterrâneo Ocidental entre 264 e 146 a.C. Após as vitórias sobre o general Anibal e, a seguir, sobre os macedônios e os Sírios, houve mudanças importantes.
Os romanos começaram a investir na agricultura com seriedade e a vitivinicultura atingiu seu clímax. O primeiro a escrever sobre o tema foi o senador Catão em sua obra De Agri Cultura. No entanto, irônicamente, o mais famoso manual foi escrito por um cartaginês, Mago, e traduzido para o latim e para o grego. O manual de Mago, mais do qualquer outro estudo, estimulava a plantação comercial de vinhedos a substituição de pequenas propriedades por outras maiores.
Uma data importante no progresso de Roma foi 171 a.C., quando foi aberta a primeira padaria da cidade, pois até então os romanos se alimentavam de mingau de cereais. Agora Roma comia pão e certamente a sêde por vinho iria aumentar. Começava uma nova era e apereciam os primeiro-cultivo vinhos de qualidade de vinhedos específicos, equivalentes aos grands crus de hoje. Na costa da Campania, mais exatamente na baía de Nápoles e na península de Sorriento estavam os melhore vinhedos. Dessa época é o maravilhoso Opimiano (em homenagem ao consul Opimius) safra de 121 a.C. do vinhedo Falernum que foi consumido, conforme registros históricos até125 anos depois. Ainda assim, os vinhos gregos ainda eram considerados pelos romanos os melhores.
No império de Augusto (276 a.C. - 14 d.C.) a indústria do vinho estava estabelecida em toda a extensão da Itália que já exportava vinhos para a Grécia, Macedônia e Dalmácia). Todos os grands crus vinham da região entre Roma e Pompéia, mas a região da costa adriática era também importante, em especial pelas exportações. Pompéia ocupava uma posição de destaque, podendo ser considerada a Bordeaux do Império Romano e era a maior fornecedora de vinhos para Roma . Após a destruição de Pompéia pela erupção do Vesúvio no ano 79 d.C., ocorreu uma louca corrida na plantação de vinhedos onde quer que fosse. Plantações de milho tornaram-se vinhedos, provocando um desequilíbrio do fornecimento a Roma, desvalorização das terras e do vinho.
No ano 92 d.C., o imperador Domiciano editou um decreto proibindo a plantação de novos vinhedos e de vinhedos pequenos e mandando destruir metade dos vinhedos nas províncias ultramarítimas. O decreto parece visar a proteção do vinho doméstico contra a competição do vinho das províncias e manter os preços para o produtor. O decreto permaneceu até 280 d.C., quando o imperador Probus o revogou.
Tudo que se queira saber sobre a vitivinicultura romana da época está no manual De Re Rustica (Sobre Temas do Campo), de aproximadamente 65 d.C, de autoria de um espanhol de Gades (hoje Cádiz), Lucius Columella. O manual chega a detalhes como: a produção por área plantada (que, surpreendentemente, é a mesma dos melhores vinhedos da França de hoje), a técnica de plantio em estacas com distância de dois passos entre elas (mais ou menos a mesma técnica usada hoje em vários vinhedos europeus), tipo de terreno, drenagem, colheita, prensagem, fermentação, etc
Quanto ao paladar, os romanos tinham predileção pelo vinho doce, daí fazerem a colheita o mais tardiamente possível, ou, conforme a técnica grega, colher o fruto um pouco imaturo e deixá-lo no sol para secar e concentrar o açúcar (vinhos chamados Passum). Outro modo de obter um vinho mais forte e doce era ferver, aumentando a concentração de açúcar (originando o chamado Defrutum) ou ainda adicionar mel (originava o Mulsum). Preparavam também o semper mustum (mosto permanente), um mosto cuja fermentação era interrompida por submersão da ânfora em água fria e, portanto, contendo mais açúcar. Esse método é o precurssor do método de obtenção do Süssreserve das vinícolas alemãs.
Ainda no tocante ao paladar, é interessante lembrar que os romanos sempre tiveram predileção por temperos fortes na comida e também se excediam nas misturas com vinhos que eram fervidos em infusões ou macerações com hervas, especiarias, resinas e denominados vinhos gregos em virtude dos gregos raramente tomarem vinhos sem temperá-los. Plínio, Columella e Apícius descrevem receitas bastante exóticas.
Quanto a idade, alguns vinhos romanos se prestavam ao envelhecimento, os fortes e doces expostos ao ar livre e os mais fracos contidos em jarras enterrados no chão. Um recurso usado para envelhecer o vinho era o fumarium, um quarto de defumaçào onde as ânforas com vinho eram colocadas em cima de uma lareira e o vinho defumado, tornando-se mais pálido, mais ácido e com cheiro de fumaça.
Galeno (131-201 d.C.), o famoso grego médico dos gladiadores e, posteriormente médico particular do imperador Marco Aurelio, escreveu um tratado denominado De antidotos sobre o uso de preparações à base de vinho e ervas, usadas como antídotos de venenos. Nesse tratado existem considerações perfeitas sobre os vinhos, tanto italianos como gregos, bebidos em Roma nessa época: como deveriam ser analisados, guardados e envelhecidos
A maneira de Galeno escolher o melhor era começar com vinhos de 20 anos, que se esperava serem amargos, e, então, provar as safras mais novas até chegar-se ao vinho mais velho sem amargor. Segundo Galeno, o vinho Falerniano era ainda nessa época o melhor (tão famoso que era falsificado com frequência) e o Surrentino o igualava em qualidade, embora mais duro e mais austero. A palavra austeroé usada inúmeras vezes nas descrições de Galeno para a escolha dos vinhos e indica que o gosto de Roma estava se afastando dos vinhos espessos e doces que faziam da Campania a mais prestigiada região. Os vinhedos próximos a Roma, que anteriormente eram desprestigiados por causa de seu vinhos ásperos e ácidos, estavam entre os preferidos de Galeno. Ele descreveu os grands crus romanos, todos brancos, como fluídos, mas fortes e levemente adstringentes, variando entre encorpados e leves. Parece que o vinho tinto era a bebida do dia a dia nas tavernas.
Depois de Galeno não existem registros da evolução do paladar de Roma em relação aos vinhos. Certamente havia mercado para todos os gostos nessa metrópole que nessa época era a maior cidade do mundo Mediterrâneo e já possuía mais de um milhão de habitantes! É claro que a maior demanda era para o vinho barato que geralmente vinha de fora da península. É interessante notar que, desde a época de Galeno, o vinho da Espanha e da Gália começava a chegar em Roma. Um dos efeitos da expansão dos vinhedos nas províncias é que a produção em massa em regiões da Itália que abasteciam Roma tornou-se menos lucrativa e muitos vinhedos tornaram-se passatempo de nobres. Um desincentivo aos produtores italianos foi a criação, por volta de 250 d.C., de um imposto que consisitia em entregarem uma parte do vinho produzido ao governo (para as rações do exército e para distribuição à ralé que tinha a bebida subsidiada). Talvez para remediar esta situação, em 280 d.C. , o imperador Probus, revogou o já mencionado decreto editado (e amplamente ignorado!) por Domiciano em 92 d.C., proibindo o plantio de vinhedos. Probus inclusive colocou o exército para trabalhar no cultivo de novos vinhedos na Gália e ao longo do Danúbio. No entanto, foi inútil, pois o declínio do Império Romano estava começando.
Sobre a origem da vitivinicultura na França existe um verdadeira batalha entre os historiadores. Há os que acreditam nos registros dos Romanos e outros acham que os predecessores dos Celtas estabeleceram a elaboração de vinhos na França. Há ainda os que acreditam que os franceses da idade da pedra eram vinhateiros, pois no lago de Genebra foram encontradas sementes de uvas selvagens que indicam o seu uso há 12.000 anos ou mais. Segundo a Escola Celta os empreendimentos do ocidente são ignorados por não terem registros escritos. Os celtas da Gália foram ativos e agressivos. Eles dominaram quase toda a região dos Alpes, na época em que os atenienses dominavam a Grécia, invadindo a Lombardia na Itália (onde fundaram Milão) e alcançando Roma, chegaram à Ásia Menor, penetrando na Macedônia e alcançaram Delphi e fundaram um acampamento no Danúbio, em Belgrado,
Os gauleses antigos já tinham contato com os vinhos do Mediterrâneos por longo tempo e, como já foi dito, os gregos haviam fundado Marselha em 600 a.C., elaborando e comercializando vinhos com os nativos. Os celtas do interior da Gália ainda não tinham alcançado o sul da França nessa época; ali habitavam os ibéricos do norte da Itália e da Espanha. Se havia vinhedos celtas na Gália eles não chegaram ao mediterrâneo. É dificil acreditar que na França havia vinhedos, pois os chefes gaulêses pagavam um preço exorbitante pelos vinhos aos comerciantes romanos: um escravo por uma ânfora de vinho, isto é, trocavam o copo pelo copeiro. Marselha tornou-se parte do Império Romano por volta de 125 a.C., mas continuava sendo considerada uma cidade grega.
A primeira verdadeira colonia romana na França foi fundada anos mais tarde na costa a oeste em Narbo (hoje Narbonne) que se tornou a capital da província de Narbonensis e, de fato, de toda a chamada Gália Transalpina. Com ponto de partida na Provence, os romanos subiram o vale do Rhône e mais tarde no reinado de César dirigiram-se a oeste e chegaram na região de Bordeaux. Bordeaux, Borgonha e Tréveris provavelmente surgiram como centros de importação de vinho, plantando a seguir as suas próprias videiras e obtendo vinhos que superaram os importados. No século II havia vinhedos na Borgonha; no século III , no vale do Loire; no século IV, nas regiões de Paris, Champagne, Mosela e Reno. Os vinhedos da Alsácia não tiveram origem romana e só surgiram no século IX.
Após a queda do Império Romano seguiu-se uma época de obscuridade em práticamente todas as áreas da criatividade humana e os vinhedos parecem ter permanecido em latência até que alguém os fizesse renascer.
Chegamos à Idade Média, época em que a Igreja Católica passa a ser a detentora das verdades humanas e divinas. Felizmente, o simbolismo do vinho na liturgia católica faz com que a Igreja desempenhe, nessa época, o papel mais importante do renascimento, desenvolvimento e aprimoramento dos vinhedos e do vinho. Assim, nos séculos que se seguiram, a Igreja foi proprietária de inúmeros vinhedos nos mosteiros das principais ordens religiosas da época, como os franciscanos, beneditinos e cistercienses (ordem de São Bernardo), que se espalharam por toda Europa, levando consigo a sabedoria da elaboração do vinho.
Dessa época são importantes tres mosteiros franceses. Dois situam-se na Borgonha: um beneditino em Cluny, próximo de Mâcon (fundado em 529) e um cisterciense em Citeaux, próximo de Beaunne (fundado em 1098). O terceiro, cisterciense, está em Clairvaux na região de Champagne. Também famoso é o mosteiro cisterciense de Eberbach, na região do Rheingau, na Alemanha. Esse mosteiro, construido em 1136 por 12 monges de Clairvaux, enviados por São Bernado, foi o maior estabelecimento vinícola do mundo durante os séculos XII e XIII e hoje abriga um excelente vinhedo estatal.
Os hospitais também foram centros de produção e distribuição de vinhos e, à época, cuidavam não apenas dos doentes, mas também recebiam pobres, viajantes, estudantes e peregrinos. Um dos mais famosos é o Hôtel-Dieu ou Hospice de Beaune, fundado em 1443, até hoje mantido pelas vendas de vinho.
Também as universidades tiveram seu papel na divulgação e no consumo do vinho durante a Idade Média. Numa forma primitiva de turismo, iniciada pela Universidade de Paris e propagada pela Europa, os estudantes recebiam salvo conduto e ajuda de custos para viagens de intercâmbio cultural com outras universidades. Curiosamente, os estudantes andarilhos gastavam mais tempo em tavernas do que em salas de aulas e, embora cultos, estavam mais interessados em mulheres, músicas e vinhos. Eles se denominavam a Ordem dos Goliardos e, conheciam, mais do que ninguém, os vinhos de toda a Europa.
É interessante observar que é da idade média, por volta do ano de 1.300, o primeiro livro impresso sobre o vinho:Liber de Vinis. Escrito pelo espanhol ou catalão Arnaldus de Villanova, médico e professor da Universidade de Montpellier, o livro continha uma visão médica do vinho, provavelmente a primeira desde a escrita por Galeno. O livro cita as propriedades curativas de vinhos aromatizados com ervas em uma infinidade de doenças. Entre eles, o vinho aromatizado com arlequim teria qualidades maravilhosas tais como: estabelecer o apetite e as energias, exaltar a alma, embelezar a face, promover o crescimento dos cabelos, limpar os dentes e manter a pessoa jovem. O autor também descreve aspectos interessantes como o costume fraudulento dos comerciantes oferecerem aos fregueses alcaçuz, nozes ou queijos salgados, antes que eles provassem seus vinhos, de modo a não perceberem o seu amargor e a acidez. Recomendava que os degustadores poderiam safar-se de tal engodo degustando os vinhos pela manhã, após terem lavado a boca e comido algumas nacos de pão umedecidos em água, pois com o estômago totalmente vazio ou muito cheio estraga o paladar . Arnaldus Villanova, falecido em 1311, era uma figura polêmica e acreditava na na segunda vinda do Messias no ano de 1378, o que lhe valeu uma longa rixa com os monges dominicanos que acabaram por queimar seu livro.
Da Europa , através das expedições colonizadoras, as vinhas chegaram a outros continentes, se aclimataram e passaram a fornecer bons vinhos, especialmente nas Américas do Norte (Estados Unidos) e do Sul (Argentina, Chile e Brasil) e na África (África do Sul). A uva foi trazida para as Américas por Cristóvão Colombo, na sua segunda viagem às Antilhas em 1493, e se espalhou, a seguir, para o México e sul dos Estados Unidos e às colônias espanholas da América do Sul. As videiras foram trazidas da Ilha da Madeira ao Brasil em 1532 por Martim Afonso de Souza e plantadas por Brás Cubas, inicialmente no litoral paulista e depois, em 1551, na região de Tatuapé.
É importante mencionar um fato importantíssimo e trágico na história da vitivinicultura, ocorrido da segunda metade do século passado, em especial na década de 1870, até o início deste século. Trata-se de uma doença parasitária das vinhas, provocada pelo inseto Phylloxera vastatrix, cuja larva ataca as raízes. A Phylloxera, trazida à Europa em vinhas americanas contaminadas, destruiu praticamente todas as videiras européias. A salvação para o grande mal foi a descoberta de que as raízes das videiras americanas eram resistentes ao inseto e passaram a ser usadas como porta-enxerto para vinhas européias. Desse modo, as videiras americanas foram o remédio para a desgraça que elas próprias causaram às vitis européias.
Finalmente, é imprescindível lembrarmos as descobertas sobre os microorganismos e a fermentação feitas por Louis de Pasteur (1822-1895) e publicadas na sua obra Études sur le Vin. Essas descobertas constituem o marco fundamental para o desenvolvimento da enologia moderna.
A partir do século XX a elaboração dos vinhos tomou novos rumos com o desenvolvimento tecnológico na viticultura e da enologia, propiciando conquistas tais como o cruzamento genético de diferentes cepas de uvas e o desenvolvimento de cepas de leveduras selecionadas geneticamente, a colheita mecanizada, a fermentação a frio na elaboração dos vinhos brancos, etc. Ainda que pese o romantismo de muitos que consideram (ou supõem?) os vinhos dos séculos passados como mais artesanais, os vinhos deste século têm, certamente, um nível de qualidade bem melhor do que os de épocas passadas. Na verdade algumas conquistas tecnológicas, como as substituições da rolha e da cápsula por artefatos de plástico e da garrafa por caixinhas do tipo etra brik são de indiscutível mau gosto e irritam os amantes do vinho.
Resta-nos esperar que os vinhos dos séculos vindouros melhorem ou, pelo menos, mantenham o nível de qualidade sem perder o charme dos grandes vinhos do século XX !
Fonte http://www.academiadovinho.com.br/
primeiro dia de enologia...

Ahhhhhhh, que dia feliz!
Pois é, people! Esse é o meu primeiro post meio alterada... kkkkkkk
Brincadeirinha!!!
Hoje tive o primeiro dia do módulo de Enologia e acho que descobri um campo muuuuuuuito legal de trabalho!
Para quem ainda não sabe do assunto, algumas nomenclaturas importantes, chupinhadas do site da ABE:
O que é enologia?
Enologia é a ciência que estuda todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento etc...
O que é Enólogo?
Indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia.
O enólogo é um profissional com características definidas, dentro do perfil ocupacional da indústria, voltado acentuadamente para as tarefas de coordenação, supervisão e execução. Sendo este o responsável pela produção e por todos os aspectos relacionados com o produto final,(vinificação, estabilização, envelhecimento, engarrafamento, controle de qualidade, análise química, análise sensorial dos vinhos, conhecimentos sobre viticultura, marketing do vinho, vendas etc...).
O que é enófilo? - Ei, atenção! ENÓfilo, não PEDÓfilo! Não vamos confundir...
Apreciador e estudioso de vinhos (ou amante), aquele que se dedica profissionalmente ou por prazer a estudar o maravilhoso mundo dos vinhos.
Enófilo é diferente de Enólogo, devido ao fato de que o Enólogo é um graduado que cuida da elaboração de vinhos, sendo que o enófilo é apenas um apreciador, e não pode elaborar vinhos.
O que é Sommelier?
É um profissional especializado conhecedor de vinhos e todos os assuntos relacionados ao serviço deste. O sommelier trabalha em restaurantes e lojas de vinhos, elaborando carta de vinhos, orientando os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos, além de cuidar da compra, armazenamento e rotação de adegas.
Enologia é a ciência que estuda todos os aspectos relativos ao vinho, desde o plantio, escolha do solo, vindima, produção, envelhecimento, engarrafamento etc...
O que é Enólogo?
Indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia.
O enólogo é um profissional com características definidas, dentro do perfil ocupacional da indústria, voltado acentuadamente para as tarefas de coordenação, supervisão e execução. Sendo este o responsável pela produção e por todos os aspectos relacionados com o produto final,(vinificação, estabilização, envelhecimento, engarrafamento, controle de qualidade, análise química, análise sensorial dos vinhos, conhecimentos sobre viticultura, marketing do vinho, vendas etc...).
O que é enófilo? - Ei, atenção! ENÓfilo, não PEDÓfilo! Não vamos confundir...
Apreciador e estudioso de vinhos (ou amante), aquele que se dedica profissionalmente ou por prazer a estudar o maravilhoso mundo dos vinhos.
Enófilo é diferente de Enólogo, devido ao fato de que o Enólogo é um graduado que cuida da elaboração de vinhos, sendo que o enófilo é apenas um apreciador, e não pode elaborar vinhos.
O que é Sommelier?
É um profissional especializado conhecedor de vinhos e todos os assuntos relacionados ao serviço deste. O sommelier trabalha em restaurantes e lojas de vinhos, elaborando carta de vinhos, orientando os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos, além de cuidar da compra, armazenamento e rotação de adegas.
Após esclarecimentos importantes, a aula.
O professor Armando começou falando da vinificação, do tanino presente nos vinhos tintos, dos ácidos 100% naturais. Depois falou das pessoas envolvidas na fabricação do vinho: engenheiro agrônomo, , enólogo, sommelier e o enófilo(categoria em que me enquadro). Falou da história - poxa, são 8000 anos de vinho!!!!! Dos panoramas, da produção e consumo - onde a França e a Itália estão numa disputa acirradíssima.
O professor falou uma coisa que achei legal: vinho é tão habitual quanto arroz com feijão! Lógico que nossa cultura não é essa. Mas pense você que vinho na França e na Itália é como a cachaça do boteco da esquina da facu - acredite: o da minha ainda não conheci! -.Esse glamour foi dado por nós, habitantes do Novo Mundo e pelos "Nouveau Riche" que adoram glamourizar coisas...
Após o intervalo, a parte importante: a degustação! Não fique aí pensando que a Universidade está incentivando qualquer tipo de vício! É importante conhecer, e conhecer é degustar!!! Começamos com vinhos brancos do Novo Mundo - os novos produtores - Chile e Argentina - e duas uvas - Chardonnay e Sauvignon Blanc -, uvas diferentes para a percepção de contrastes. Porém, antes de tudo, o professor nos passou uma espécie de manual da degustação que, como ainda não absorvi sua essência, explico depois.
Quem acompanha o blog sabe que sou chegada numa historinha. Portanto, dedico o próximo post a esse tema: a história da bebida mais elegante do mundo!!!!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
SANDUÍCHE, a história
A galera pira demais! Algumas versões:
1. Dramático:
Uma das maiores invenções da humanidade não foi a roda, o avião ou o raio laser, mas o sanduíche - Santos Dumont está se revirando no túmulo agora... - . Ele nasceu quando o quarto Conde de Sandwittch, ainda no século XVIII, em vez de enfrentar a preguiça de um jantar formal, ordenou a seu criado que fizesse "qualquer coisa"simples e rápida. Ele queria matar a fome sem abandonar o que estava fazendo - dizem que jogava cartas.
Quase em pânico, o criado apanhou duas fatias de pão e enfiou entre elas um naco de presunto. O Conde nunca mais jantou - só comeu sanduíches.
De lá para cá, as pessoas ficaram muito mais ocupadas que o nobre inglês e a criação do criado virou mania universal. Atraente pelo visual, simples, o sanduíche viu passar dois séculos incorporando à sua fórmula básica tudo o que se possa imaginar de comestível.
Até que, neste final de século, um fanático exagerado não se sabe bem onde executou a maior das variações em torno da obra do Conde e seu criado: o sanduíche de metro. Um sanduíche de metro não é coisa para poucas bocas. É para seduzir, impressionar, divertir - ou seja, tudo que se espera de um ilustre convidado de uma festa ... informal.
Até que, neste final de século, um fanático exagerado não se sabe bem onde executou a maior das variações em torno da obra do Conde e seu criado: o sanduíche de metro. Um sanduíche de metro não é coisa para poucas bocas. É para seduzir, impressionar, divertir - ou seja, tudo que se espera de um ilustre convidado de uma festa ... informal.
Pois bem, o tal do John Montagu era um lorde inglês que viveu entre 1718 e 1792. Era conhecido como o Conde de Sandwich (Fourth Earl of Sandwich em inglês).
Nosso caro John era fanático, mas não por lanches, e sim por jogos de cartas. Seu fanatismo era tanto que ele passava as noites jogando o seu carteado. Numa noite, durante mais uma partida, ele solicitou a um de seus criados que fizesse alguma coisa rápida para comer, algo que pudesse deixar uma das mãos livres, enquanto ele jogava. O tal criado resolveu então colocar um pedaço de carne entre dois pedaços de pão e levou para o conde. John adorou a idéia e dizem que nunca mais ele jantou, apenas comeu lanches. O sucesso foi tanto que seus parceiros de cartas começaram a pedir “um igual ao do Sandwich”. O nome sanduíche se popularizou e o lanche foi divulgado.
3. Sem comentários:
3.1.Seria por causa não lembro Duque, Barão, Conde etc.. era Conde que adorava jogar cartas, viciado, como não parava para comer pediu a seus súditos que preparessem 2 fatias de pão com carne dentro assim não precissaria interromper o jogo?
3.2.Alguns contam que o hamburger surgiu por que os Caubóis americanos colocavam carne moída debaixo da sela do cavalo, e quando iam comer ela estava no formato do hamburger.Aí eles colocavam no pão e comiam, mas antes disso, acho que já era comum comer pão com queijo, mortadela, essas coisas dentro... QUEM FALOU EM HAMBURGUER?
3.3.Olha, existe uma historia que lí uma vez mas q não é oficial.Segunda essa historia, um homem adora jogar cartas,ficava horas jogango,nao parava nem pra comer,e ele gostava mto de comer carne,mas sempre sujava as maos comendo carne e jogando baralho,e achava guardanapos desconfortavéis para comer carne,então colocou a carne dentro d um pão e comeu, gostou e assim foi.
3.4.COMIDA DE POBRE? NEM MORTA. CONHEÇO A DO CAVIAR. AI, MEUS SAIS!!!!
4. O VÍDEO: essa só vendo...
E A SUA VERSÃO?
Aguardo!
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